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Reunião de Diretoria do Sintex traz novas informações e reflexões sobre Reforma Tributária

A reunião de Diretoria do Sintex desta terça-feira (18), contou com a participação do presidente do Sescon Blumenau, Nelson Mohr, que trouxe novas informações e reflexões para o entendimento da proposta de Reforma Tributária, PL 3887/2020.

Nela, prevê-se a unificação do PIS e da Cofins, e a criação de um novo tributo sobre valor agregado, chamado de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS). Segundo o PL, o tributo terá alíquota única de 12% para as empresas em geral, unificando o modelo de tributação entre diferentes setores, além de cortar benefícios e eliminar mais de uma centena de situações de alíquota zero de PIS/Cofins. A CBS ficará restrita à arrecadação federal, sem mexer no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) e no Imposto sobre Serviços (ISS, municipal).

Mohr alertou que a criação do novo imposto representa um aumento real de 29,73% para indústrias tributadas sobre o lucro real, comparado ao modelo vigente atualmente, em se tratando de Pis/Cofins.

“Para empresas de lucro presumido, o aumento será de 20 a 60%, em indústrias e comércios. Quanto mais uma indústria comprar, por exemplo, mais crédito ela terá desse imposto, mas mesmo assim terá um aumento de tributos de no mínimo 20%”, explicou o presidente do Sescon Blumenau.

Mohr alertou, ainda, que para a indústria, o impacto será maior, pois também trabalha com prestadores de serviços. “No caso dos prestadores de serviços com lucro presumido, o aumento da carga tributária é de 228% e isso será repassado para a cadeia que emprega esses profissionais”, destacou.

“É uma hipocrisia falar que haverá redução da carga tributária com essa proposta de Reforma”, desabafou o presidente do Sescon Blumenau, alertando que é hora dos empresários se unirem para impedir o andamento dessa proposta de Reforma Tributária e sugerir outras alternativas viáveis.

 


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