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Sintex participa de debate sobre saúde e segurança do trabalho

Gestão eficiente deve envolver prevenção dentro e fora das empresas, segundo especialistas, que participaram de workshop promovido pelo SESI.

O diretor-executivo do Sintex, Renato Valim, participou nesta quarta-feira (19) do workshop Aliança Saúde Competitividade. O evento, promovido pela FIESC, por meio do SESI, reuniu empresários e gestores do setor industrial de Blumenau e região com o objetivo de estimular a atuação de lideranças locais como agentes promotores de ambientes de trabalho seguros e saudáveis.

“Dois terços dos afastamentos no Brasil ocorrem por causas não relacionadas ao trabalho. Portanto, precisamos nos atentar para o assunto além do âmbito empresarial”, enfatizou o médico e presidente da Associação Internacional de Promoção da Saúde no Ambiente de Trabalho, Alberto Ogata.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentados pelo especialista mostram que os principais fatores de risco estão relacionados à alimentação inadequada, falta de atividade física, tabagismo e uso excessivo de álcool. “Atualmente, em Santa Catarina, apenas 35% da população é ativa no tempo livre. Cerca de 25% assiste televisão três horas por dia”, exemplificou.

Um dos fatores que ampliam ainda mais esse desafio, de acordo com o especialista, é a reforma da previdência, que vai aumentar o tempo de vida ativa dos trabalhadores. Um modelo adequado defendido por Ogata seria uma estratégia que integre segurança e saúde do trabalho com a promoção da saúde para prevenção de acidentes de trabalho.

Ainda de acordo com ele, a OMS estabelece cinco passos para um programa de sucesso: liderança e engajamento; envolvimento dos trabalhadores; ética e legalidade empresarial; programas amplos, integrados e efetivos; e sustentabilidade e integração do programa de saúde a outros indicadores da empresa.

Durante o evento foi apresentado o case da empresa Cremer, pelo gerente de saúde ocupacional da companhia, Edson Galisa. Com mudanças como reestruturação da equipe, integração da equipe multidisciplinar, controle com indicadores, foco na redução do absenteísmo, entre outras, a empresa conseguiu reduzir o absenteísmo para 2% em 2016.

Outro exemplo apresentado no workshop foi da Metalúrgica Fey, de Indaial, que há cerca de três anos começou a mapear prioridades e criou um plano anual de ações, trabalhando com a filosofia que segurança é um valor e que saúde não é custo, mas investimento. Os acidentes de trabalho caíram de 11 para um e acidentes de trajeto de seis para zero, caindo a cada ano entre 2012 de 2017. No mesmo período as doenças ocupacionais cariam de quatro para zero.

 

Além das apresentações, os participantes tiveram a oportunidade de responder a uma pesquisa online que prioriza ações voltadas à promoção da saúde e segurança do trabalhador. A partir da identificação dos desafios na área, será elaborado um plano de ação para a mobilização da região a favor da causa.

De acordo com o superintendente do SESI/SC, Fabrizio Machado Pereira, a questão precisa ser encarada como estratégica do Estado e das organizações. “Precisamos enxergar a promoção da saúde e segurança por outro viés e priorizá-las nas mais diferentes agendas, desde a pessoal, como também a empresarial e governamental”, afirmou Pereira, acrescentando que os trabalhadores precisam também atuar como agentes de transformação.

Aliança Saúde Competitividade

A Aliança Saúde Competitividade, iniciativa da FIESC, visa ao engajamento e à participação de lideranças empresariais, acadêmicas, políticas e da sociedade na promoção da saúde e ambientes seguros para o trabalho, com ações de sensibilização e mobilização, além de reposicionar o tema como um dos fatores estratégicos para a competitividade da indústria.

Para saber mais acesse o site: www.aliancasc.org.br

(Foto: Pedro Waldrich)

 



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