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Cresce percepção da importância da inovação na indústria

Em pesquisa realizada pela Federação das Indústrias (FIESC), com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC), 90% das indústrias participantes afirmaram ter investido em atividades inovadoras em 2011. Em 2009 o total estava em 77% e em 2008 em 72%. Para 2012, 63% das empresas pesquisadas pretendem ampliar esses investimentos. Participaram do levantamento 96 empresas de micro, pequeno, médio e grande portes.

O presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte, destaca como aspecto positivo do levantamento a elevação do número de empresas que estão mostrando interesse em inovar, já que, cada vez mais, essa é a maneira de manter a competitividade das empresas. "A inovação precisa fazer parte da gestão estratégica das empresas e ser incorporada ao dia a dia e às rotinas da companhia. O investimento precisa ser sistemático e os resultados monitorados constantemente. Isso é importante, inclusive, para ampliar as chances de sucesso na captação de novos recursos para inovar", diz Côrte.

Segundo as indústrias consultadas, grande parte dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e inovação são feitos na área de produtos e em segundo lugar em processos. As empresas acreditam que o principal meio para manter o crescimento e a competitividade é a melhoria, a diferenciação e a criação de novos produtos. O aprimoramento e o desenvolvimento de novos processos, além da adoção de novas estratégias de mercado e marketing aparecem como segunda e terceira opções, respectivamente.

A aquisição de máquinas e equipamentos e pesquisa e desenvolvimento interna (P&D) foram apontadas pelas empresas pesquisadas como as atividades que mais recebem investimentos. De acordo com os empresários, esses elementos são importantes no processo de inovação e têm alto impacto nos negócios. "A pesquisa mostra que muitas empresas ainda não têm total clareza sobre o que é inovar, já que não podemos considerar a simples aquisição de novos equipamentos como uma inovação", avalia Côrte. "Em outras palavras, as empresas devem buscar apoio, inclusive das entidades do Sistema FIESC, para aprimorar a gestão da inovação e aproveitar as oportunidades que podem se abrir para elas a partir disso", acrescenta.

Como mostra o trabalho, as empresas priorizam a inovação em produtos: o número de projetos em desenvolvimento nesta área é duas vezes maior que em processos. Esse investimento se justifica pelo percentual de faturamento proveniente de produtos lançados. A metade das empresas pesquisadas atribuiu até 15% do faturamento aos novos produtos. Já 13% delas informaram que mais de 50% do faturamento originou-se de produtos lançados nos últimos três anos.

A pesquisa destacou ainda os principais obstáculos apontados pelas indústrias para o desenvolvimento de atividades inovadoras. Entre eles as empresas apontaram os altos custos para aquisição de novos equipamentos e matérias-primas, a escassez de recursos financeiros próprios e os elevados valores dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.


Fonte: FIESC



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