Produção brasileira perde ritmo
Veículo: Jornal de Santa Catarina
Seção: Economia
Data: 29/07/2010
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O uso da capacidade instalada (potencial de produção) ficou abaixo do usual para o mês de junho. Pela mesma metodologia, o indicador ficou em 48,4 pontos no mês, enquanto em maio havia registrado 50,3 pontos.
– O indicador mostra que a atividade industrial não está super aquecida – afirmam os responsáveis pela pesquisa.
Ainda assim, de acordo com a CNI, a indústria operou com 75% da capacidade instalada no segundo trimestre, um ponto percentual acima do desempenho obtido nos três primeiros meses do ano. Os estoques também continuaram pouco abaixo do planejado pelos empresários em junho, com indicador em 49,2 pontos, considerando o patamar de 50 pontos como o marco de referência. A sondagem industrial foi feita entre os dias 30 de junho e 20 de julho, ouvindo 1.353 empresas.
Contratações no setor continuam a crescer
A pesquisa mostrou também que o ritmo de expansão nas contratações do setor continuou no segundo trimestre deste ano, mesmo que de forma moderada. O indicador do número de empregados na indústria registrou 54,6 pontos entre abril e junho. Pequenas, médias e grandes empresas aumentaram o número de funcionários no trimestre. Pela análise setorial, apenas as indústria de couro, móveis e madeira reduziram a mão de obra empregada no período.
Os empresários continuam apostando em aumento da demanda, com expectativas altas, à exceção das exportações. Por isso, as companhias devem continuar os investimentos e contratação de trabalhadores, com ritmo menor, mas com crescimento.
Para o gerente-executivo de Análise da CNI, Renato da Fonseca, como a produção industrial, apesar de estável, tem conseguido acompanhar o ritmo da demanda, não haveria motivos para um novo aumento na taxa básica de juros. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou em 0,5 ponto percentual a Selic, para 10,75% ao ano.
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