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Aumento de alíquotas de importação encarece produtos no Brasil


18/04/2013

País não produz insumos básicos suficientes para a indústria, que precisa importar a preços não competitivos no mercado internacional.

 

O protecionismo instaurado no País pela presidente Dilma Roussef está trazendo consequências não apenas para a indústria, mas também para o consumidor final. Esta é a análise do presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau - Sintex, região que concentra o segundo maior polo têxtil do Brasil, Ulrich Kuhn.

 

Em 2012, o governo federal aumentou as alíquotas de 100 produtos com a justificativa de que a medida iria proteger a indústria nacional. Mas, no início de março, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) já começou a reverter a situação e reduziu de 25% para 18% a tarifa de importação de papel decorativo e papel base para impressão. Outros itens devem ser revistos em breve, pois em vez de proteger a indústria brasileira, os aumentos trazem custos para as empresas nacionais, além de afetar até o IPCA, principal índice de inflação do País, que chegou a 6%.

 

A explicação é simples, de acordo com Kuhn. “No caso do setor têxtil, nem a indústria nacional, nem o Mercosul, produz matéria-prima suficiente. Se os custos para importar os insumos aumentam, as indústrias são obrigadas a repassar estes custos e a conta vai ser paga pelo consumidor final, além de tornar o produto nacional menos competitivo em relação aos produzidos internacionalmente”, explica.

 

Um exemplo é a fibra de poliéster - matéria-prima básica para a produção de não-tecidos, fios, linhas de costura, tecidos, malhas, tapetes, carpetes, entre outros. Caso seja aprovado o aumento na alíquota de importação do produto de 16% para 35%, iniciativa que está em consulta pública na Camex, segundo Kuhn, “é evidente que o produto final vai aumentar de preço”.

 

O Sintex já se manifestou contra a proposta de aumento e o presidente do Sindicato critica o protecionismo do Governo Federal, que, segundo ele, deveria estar concentrado em resolver os problemas de Custo Brasil, câmbio e outros. “É preciso tornar a produção nacional mais competitiva no mercado mundial e isso não é feito com restrições comerciais, mas, sim, com uma política fiscal e tributária mais justa no País”, destaca Kuhn.  

 

Para o presidente do Sintex, é necessário que as matérias-primas utilizadas na indústria nacional tenham um custo competitivo internacionalmente, independentemente de sua origem. “Sem matérias-primas suficientes e com preços justos, destruiremos toda a cadeia produtiva nacional”, enfatiza.

 

Críticas internacionais

 

Além das críticas da indústria nacional que depende de insumos importados para a produção, nos últimos meses, governos como o dos Estados Unidos, Europa, Coreia do Sul, México e Japão foram críticos à posição do Brasil no comércio internacional, denunciando uma escalada de tarifas e barreiras.

 

Outros fatores que afetam negativamente a imagem do Brasil no exterior são a intervenção do Estado na economia; paralisação das reformas tributária e trabalhista; e a interferência na taxa de câmbio.
 




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