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Sintex teme impactos de antidumping no fio de poliamida e alerta o Governo Federal
O Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau participou, em Brasília, de uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. O encontro, para tratar dos possíveis impactos da aplicação de direito antidumping sobre as importações de fios de poliamida, aconteceu nesta terça-feira, dia 26.
O diretor executivo do Sintex, Renato Valim, integrou uma comitiva de empresários que levou ao Governo Federal a preocupação do setor têxtil com os efeitos econômicos da medida. De acordo com dados da entidade, a eventual aplicação da tarifa pode encarecer significativamente o insumo, chegando a um valor superior ao próprio preço do produto por quilo, com reflexos diretos sobre os custos de produção da indústria nacional.
Valim alerta que uma nota técnica concluiu pela aplicação do direito antidumping no Brasil, no entanto, a decisão pode ser suspensa por interesse público, possibilidade defendida pelo Sintex.
Produção insuficiente
Valim destaca que a produção nacional atende cerca de 18% da demanda total de poliamida e está concentrada na poliamida 6.6, enquanto a poliamida 6, responsável por aproximadamente 82% do consumo nacional, é suprida predominantemente por importações.
Para o Sintex, a eventual imposição de direito antidumping em níveis da ordem de 108,1% ou US$ 2.726,90 por tonelada pode gerar restrição de oferta de um insumo essencial, elevação imediata dos custos de produção, redução da competitividade da indústria nacional frente ao produto importado acabado e deslocamento de demanda para bens finais importados.
A entidade também aponta que parte relevante dos fios importados apresenta especificações técnicas e grau de especialização não atendidos pela oferta doméstica, o que limita a substituição no curto e médio prazo. Com isso, a medida poderia provocar ineficiências na cadeia produtiva, afetando produção, emprego e arrecadação.
O Sintex representa aproximadamente 4.500 empresas localizadas em 18 municípios do Vale do Itajaí, responsáveis por cerca de 60 mil empregos diretos. Para a entidade, os efeitos potenciais da medida podem atingir de forma significativa a atividade econômica regional, com risco de redução do nível de atividade industrial e impactos sobre postos de trabalho.
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