Após recorde histórico de 108 mil pontos, Bolsa cai e dólar sobe nesta terça-feira

Veículo: Estadão

Realização de lucros deve conter alta da B3; cenário externo de cautela também influencia mercado brasileiro

O Índice Ibovespa registrou leve baixa na manhã desta terça-feira, 29, com queda de 0,72% na abertura. Às 10h33, a B3 registrou a mínima do dia, aos 107.405,08. O movimento é considerado normal depois de um dia como o de ontem, em que a Bolsa alcançou recorde de 108,1 mil pontos. É esperado que os investidores vendam alguns papéis nesta terça com o objetivo de capturar parte dos ganhos.  

[B3, Bolsa de São Paulo]
B3 deve apresentar altas menos expressivas nos próximos dias Foto: Suamy Beydoun/Agif

Essa movimentaçãoé chamada no jargão do mercado de "realização dos lucros". Um dos ativos mais impactados pela onda nesta terça-feira é o da Petrobrás, que ontem surfou da volorização do petróleo e, hoje.  começou o dia com ações s R$ 31,66, acompanhando também a queda do preço do petróleo no mercado internacional. Às 11h38, as ações da companhia se recuperaram levemente e registravam alta de 0,22%, a R$ 32,02.

inRead invented by Teads

A cautela é notada também nas principais bolsas do mundo, incluindo Ásia e Europa.  As bolsas de Nova York começaram a   terça-feira em uma discreta queda, aguardando o novo anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central americano. O movimento, porém, logo foi recuperado após a expectativa de afrouxamento de regras para o setor bancário americano, possibilidade levantada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

Após alcançar a mínima de 27039 pontos, a Dow Jones registrava alta de 0,20% às 11h58. O S&P 500 avançava 0,22%, enquanto o Nasdaq diminuía a margem de queda para 0,25% às 11h54, com mínima intraday de 8288. A tendência para o câmbio é de leve depreciação durante o dia. Às 10h44, o dólar se valorizava 0,06% frente ao real, a R$ 3,9948.  

O otimismo do mercado brasileiro na segunda-feira foi marcado pelas ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) de companhias como a C&A e o banco BMG. As ações da C&A estiveram entre as maiores altas e os papéis da varejista fecharam a R$ 17,15, com alta de 3,93%. O preço de estreia da ação era de R$ 16,50 e, na máxima do dia, o papel da C&A foi cotado a R$ 17,35, alta de 5,15% sobre o preço de abertura. 

Já a ação do Banco BMG da família Pentagna Guimarães operou instável durante todo o dia e fechou em queda de 0,86%. A máxima da ação chegou a R$ 46,80, contra os R$ 46,40 da abertura. A oferta primária de ações injetou R$ 1,2 bilhão no caixa do banco, com a venda de 103,4 milhões de ações. Os planos do banco incluem direcionar 45% do valor a investimentos em linhas de negócios já existentes; outros 45% em novos produtos e, por fim, 10% em inovações tecnológicas e iniciativas de marketing. Já a oferta secundária de ações levantou R$ 400 milhões de lucro a Flávio Pentagna.