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Lojas Renner lucra R$ 189,3 milhões no 3º trimestre, queda de 2,6%

Veículo: IstoÉ Dinheiro

A rede varejista Lojas Renner registrou lucro líquido de R$ 189,3 milhões no terceiro trimestre de 2019, desempenho 2,6% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a redução deveu-se ao menor resultado operacional do período e por itens não comparáveis, como a maior alíquota efetiva de Imposto de Renda. Excluídos estes efeitos, o lucro líquido teria crescido 24,6%, aponta a varejista.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) total ajustado, que inclui varejo e produtos financeiros, somou R$ 360,4 milhões, alta de 3,9%, com uma margem Ebitda de 18,7% (-1,6 p.p.). Apenas nas operações de varejo, o Ebitda ajustado atingiu R$ 257,1 milhões, uma queda de 1,2%, com margem de 13,3% (-1,9 p.p.).

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 22,7 milhões, um aumento de 30,1% na comparação anual, em razão, principalmente, do reconhecimento de R$ 14,7 milhões de despesa financeira de arrendamento, referente à adoção do IFRS 16. Em bases comparáveis, as despesas financeiras líquidas teriam recuado por conta da queda no custo de financiamento e à redução do endividamento estrutural.

Vendas

Em termos de vendas de mercadorias, a receita líquida da Renner somou R$ 1,931 bilhão, representando uma expansão de 12,9%. O lucro bruto da operação varejo subiu 13%, a R$ 1,049 bilhão, resultando numa margem bruta de 54,3% – estável na comparação anual. Já as vendas no conceito mesmas lojas avançaram 8,3% de julho a setembro, mesmo diante de uma elevada base de comparação: +6,9% de igual intervalo de 2018.

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o diretor Administrativo e Financeiro e de Relação com Investidores da Lojas Renner, Laurence Gomes, afirmou que os resultados derivam de um bom ritmo de vendas, com aceitação da coleção primavera-verão; ao maior fluxo de clientes; e a adequada composição de estoques.

“Seguimos focados em buscar oportunidades, com melhorias internas contínuas, nos produtos e na maior fluidez nos canais de venda”, disse. “Procuramos isolar o cenário macroeconômico, pois sempre há oportunidades”, disse. Segundo ele, está em curso “uma recuperação lenta mas consistente da economia, diferente de outros ciclos de recuperação artificial”.

“Essa é uma recuperação diferente, lenta, com inflação e juros baixos. Está havendo essa reacomodação, de componentes do PIB, no qual o gasto público não tem mais espaço. É um momento de transição, no qual o investimento privado passa a ser protagonistas”, afirmou, acrescentando que a confiança do consumidor, entretanto, ainda segue em baixa.



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