Presidente do Sintex participa de reunião com ministro Guedes

O presidente do Sintex, José Altino Comper, participou de uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na sede do Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (04). Durante o encontro, industriais catarinenses defenderam demandas do estado, especialmente, na área de infraestrutura. Para o setor têxtil, foram debatidas questões como a desoneração da folha de pagamentos.

O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, manifestou apoio à agenda liberal em curso e às reformas da previdência e tributária, além de defender a ampliação dos investimentos federais em Santa Catarina. “Somos um estado com forte contribuição ao País, mas que tem baixo retorno da União em serviços e investimentos. Apesar de gerar a sétima arrecadação de tributos (R$ 58,7 bilhões) do País, o estado é o 14º em recebimento de recursos federais (R$ 9,2 bilhões). Temos a quarta pior relação arrecadação versus retorno, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro”, informou Aguiar.

O presidente do Sintex destaca que também foram debatidas questões relativas ao fim da multa de 10% sobre o FGTS, paga pelo empregador à União em caso de demissão sem justa causa; e ao processo de desoneração da folha de pagamento no setor têxtil, visando à redução de encargos trabalhistas no segmento. “A cadeia têxtil é longa e precisa com urgência de redução dos encargos”, salientou Comper.

Com relação à infraestrutura catarinense, o presidente da FIESC chamou a atenção para as deficiências no estado. “Apesar do potencial que Santa Catarina tem para se consolidar como importante plataforma logística para o Mercosul e de possuir portos modernos, a infraestrutura é o principal entrave à competitividade catarinense. Além disso, o estado está fora do Planejamento Logístico Nacional”, ressaltou. 

Também foi debatida a abertura da economia, considerada positiva pelos industriais, desde que promovida com planejamento e a resolução de problema conhecidos do Brasil, de infraestrutura, impostos e burocracia. “Precisamos ter competitividade para abertura econômica, ou as indústrias nacionais serão prejudicadas em função do elevado Custo Brasil atual”, destaca Comper.

Participaram, ainda, da reunião com o ministro, os industriais Carlos Schneider (Ciser), Daniel Godinho (Weg), Edvaldo Ângelo (Metisa), Fernando Rizzo (Tupy), Gilberto Seleme (Madeireira Seleme), Irani Pamplona (Pamplona Alimentos), Rita Conti (RC Conti), Rui Altenburg (Altenburg Têxtil) e Gilberto Heinzelmann (Zen). Eles salientaram também pontos positivos da agenda econômica atual, como a modernização das Normas Regulamentadoras (NRs), a política de redução consistente dos juros e controle da inflação.