'A vontade é dizer sim para várias iniciativas', diz presidente da Malwee

Veículo: O Estado de S. Paulo

Capitalizado com a venda de alguns negócios, presidente da Malwee investiu parte da fortuna da família em fundos de venture capital e em startups

Quando assumiu os negócios da família, em 2007, Guilherme Weege tinha 27 anos e três objetivos na cabeça: expandir a empresa, diversificar os negócios e sofisticar os investimentos. Doze anos depois e com o grupo Malwee – tradicional indústria de vestuário – prestes a comemorar 50 anos, ele continua ávido por novidades e por novos projetos, seja para melhorar o desempenho da companhia – criada pelo avô em Jaraguá do Sul (SC) – ou para manter a fortuna da família.

Nesse tempo, ele vendeu fatia de 50% na cervejaria Eisenbahn e criou uma empresa de geração de energia eólica que foi incorporada pelo grupo CPFL. Weege se tornou acionista da empresa, vendida em 2018 para a State Grid, numa das maiores transações do País. Capitalizado, o empresário saiu em busca de novas alternativas de investimento. Parte dos recursos – hoje gerido por um family office (estrutura que dá assessoria para famílias com alto patrimônio) – foi então destinada às startups.

Weege investiu no novo fundo de venture capital da RedPoint, de Anderson Thees, Manoel Lemos e Romero Rodrigues, fundador do Buscapé. Ele afirma ter aplicado cerca de 10% do valor captado pelo RedPoint no mercado. Os valores não são divulgados, mas calcula-se que o fundo captou mais de US$ 200 milhões. Além disso, aplicou diretamente em seis startups.

Entre as empresas que ele investiu estão a Ribon, plataforma que centraliza doações; a Infracommerce, startup de soluções para comércio eletrônico que tem 750 funcionários e é vista como um futuro unicórnio; e a Vuxx, rede de motoristas de carga em áreas urbanas. “Como executivo, a vontade é dizer sim para várias iniciativas. Mas, como investidor, é preciso avaliar melhor o modelo de negócio.”