Dólar tem queda com percepção de clima favorável à reforma

O dólar tem queda no Brasil, apesar do viés de alta do índice DXY - que compara a moeda dos EUA a uma cesta de seis divisas fortes - no exterior. A moeda americanaestaria reagindo à percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá reduzir os juros em algum momento neste ano, diz o operador Hideaki Iha, da Fair Corretora. Segundo ele, persiste também um clima interno favorável à aprovação da reforma da Previdência.

O presidente do Fed, Jerome Powell, assegurou que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) levam a sério o risco de que uma inflação persistentemente abaixo da meta mesmo em uma economia robusta poderia precipitar uma flutuação para baixo das expectativas de inflação que seria "difícil de conter".

Nas mínimas, o dólar à vista registrou cotação de R$ 3,8621. Às 11h58, o índice do dólar DXY subia 0,12%, em 97,260 pontos e o dólar caía 0,45%, chegando a R$ 3,8707.

O Ibovespa começou a manhã desta terça em alta, chegando aos 97.722,88 pontos. Mas passou a cair e às 12h recuava 0,21%, aos 96.814,05 pontos.

A expectativa de andamento nas negociações entre Estados Unidos e China volta a dar certo impulso ao mercado acionário externo após a afirmação do Ministério do Comércio de Pequim de que acredita que as diferenças entre os países poderão ser resolvidas com diálogo.

"O cenário um pouco melhor lá fora e a aprovação de MPs aqui devem permitir alta na Bolsa", disse um operador, destacando a aprovação pelo Senado da MP 871, para combater fraudes no INSS, por 55 votos a 12, em um importante teste de apoio ao Planalto. Também foi aprovada urgência para o projeto de lei do saneamento básico.

Conforme o operador, a informação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) barrará pedidos de viagens nacionais e internacionais de deputados após o feriado de Corpus Christi, em 20 de junho, também é bem vista.

A intenção de Maia ao suspender temporariamente as missões parlamentares é garantir quórum alto para tentar colocar a proposta de reforma da Previdência em votação no plenário principal da Casa no final deste mês ou no início de julho, antes do início do recesso. "Sem dúvida é uma boa notícia e demonstra preocupação em avançar no tema considerado de extrema importância", diz o operador.

O investidor também deve acompanhar o noticiário envolvendo a Braskem depois do anúncio de que foram encerradas as negociações da Odebrecht com a holandesa LyondellBasell para a venda da petroquímica.

Veículo: Estadão

Seção: Economia e Negócios