Após abrir em alta, dólar cai a R$ 4,06; Bovespa avança 2% com espera por Previdência

Depois de abrir os negócios em baixa, o dólar voltou a subir na manhã desta terça-feira, 21, com a espera do mercado por novidades envolvendo a tramitação da reforma da Previdência, na Comissão Especial da Câmara, e da MP 870, que reestrutura ministérios. 

O bom humor é generalizado com dólar e juros em baixa, enquanto a Bovespa avança com mais força. Às 11h38, o Ibovespa subia 1,75%, aos 93.553 pontos, na máxima. Em Nova York, o Dow Jones subia 0,56% e o S&P 500, 0,72%, ecoando a decisão do governo dos Estados Unidos de relaxar, por 90 dias a contar desde ontem, as restrições comerciais impostas na semana passada à companhia chinesa Huawei. O dólar à vista, por sua vez, caía 0,94%, a R$ 4,0647.

Na Bolsa paulista, as ações ON da Petrobras avançavam mais de 1,18% e as PN, 1,21% com a alta do petróleo, melhora no exterior e com a aprovação da assinatura do termo aditivo do contrato de cessão onerosa, que prevê o ressarcimento de US$ 9,058 bilhões à estatal, mantendo-se o total contratado de 5 bilhões de barris de óleo e gás equivalente.

Os papéis de bancos também subiam e os das siderúrgicas ON avançavam 3,62% e os da CSN ON tinham alta de 0,81% em dia de alta do minério de ferro. Na contramão, as ações ON da Vale caíam 0,11%, em meio a preocupações com o risco de ruptura do talude na barragem de Gongo Seco, em Barão de Cocais (MG).

As ações da Suzano subiam 2,08% após a empresa anunciar ao mercado captação de montante benchmark de bônus com vencimento em 2030 e a reabertura dos bônus que vencem em 2047, disseram fontes. A operação toda pode superar US$ 1 bilhão, observou uma fonte.

Reforma e guerra comercial

O operador Luis Felipe Laudísio dos Santos, da Renascença DTVM, diz que a perspectiva para evolução da reforma da Previdência é um pouco mais positiva, com líderes tendo sinalizado nesta segunda-feira, 20, um provável entendimento com o governo. Está no radar a reunião do conselho do governo, com participação do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

No mercado internacional, a divisa dos EUA avança ante a maioria das moedas emergentes e ligadas a commodities, após a decisão do governo americano de relaxar, por 90 dias a contar desde ontem, as restrições comerciais impostas na semana passada à companhia chinesa Huawei. 

Veículo: Estadão

Seção: Economia e Negócios