Confiança do empresário cai para menor nível desde outubro, aponta CNI

A confiança do empresário industrial caiu 3,5 pontos em abril para 58,4 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi a terceira queda consecutiva do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), que acumula, desde fevereiro, retração de 6,3 pontos. Assim, o indicador voltou a ficar abaixo dos 60 pontos, o que não ocorria desde outubro de 2018. 

O economista Marcelo Azevedo, da CNI, alerta que, apesar da sequência negativa, a confiança do empresário permanece acima da média histórica, de 54,4 pontos. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão otimistas. Em abril do ano passado, o Icei estava em 56,7 pontos, quase dois pontos abaixo do registrado neste mês. 

“Os empresários continuam otimistas, embora mais uma queda no Icei sinalize preocupação em relação ao futuro. A confiança na indústria tende a melhorar se a reforma da Previdência avançar de forma satisfatória no Congresso Nacional”, afirmou Azevedo em comentário enviado à imprensa.

A queda do Icei é atribuída a dois fatores: o recuo das expectativas do empresário e a piora da avaliação das condições de negócios. O Índice de Condições Atuais, um dos tópicos que compõem o Icei, caiu 3,8 pontos e atingiu a marca de 49,8 pontos. O patamar é inferior à linha divisória de 50 pontos, o que aponta que o empresário não notou melhora nas condições correntes de negócios.

Já o Índice de Expectativas recuou 3,5 pontos, chegando a 62,6 pontos. Embora tenha caído, continua em um patamar considerado elevado, mais de 12 pontos acima da linha que divide as expectativas negativas das positivas, ressalta a CNI. 

Entre as regiões do país, Sul e Sudeste foram as que registraram a maior queda no ICEI, ambas com 4,2 pontos negativos.

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 12 de abril com 2.371 empresas. Dessas, 932 são pequenas, 894 são médias e 545 são de grande porte.

 

Veículo: Valor Econômico

Seção: Brasil