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Coalizão Indústria vai ao presidente da República

A Coalizão Indústria, formada pelo Instituto Aço Brasil (aço), Anfavea (automotivo), Abrinq (brinquedos), Abicalçados (calçados), AEB (comércio exterior), CBIC (construção civil), Abinee (elétrica e eletrônica), Abimaq (máquinas e equipamentos), Abiplast (plástico), Abiquim (química) e Abit (têxtil e confecção) se reuniu, em 25 de março, no Palácio do Planalto, com o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e com os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para fazer uma avaliação do andamento da Agenda Brasil defendida pela indústria, que tem como principal objetivo a retomada do crescimento econômico. 

Foi salientada pelos representantes da Coalizão Indústria a importância do ajuste fiscal para o qual é essencial a urgente aprovação da Reforma da Previdência. Neste sentido, a Coalizão Indústria manifestou integral apoio à proposta encaminhada pelo Presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. 

A Coalizão defende uma agenda que tem como prioridade a retomada do crescimento econômico de forma sustentada, que permita geração de renda e empregos. É entendimento da Coalizão que tal crescimento só será obtido com a realização do ajuste fiscal, tendo a Reforma da Previdência como grande prioridade. Realizado o ajuste, a retomada do crescimento do país se dará via construção civil e infraestrutura e o fomento às exportações; desburocratização, com redução de obrigações acessórias; e disponibilidade de crédito; Em relação a uma maior abertura comercial do país, a coalizão entende que seja feita após as correções das assimetrias competitivas. Neste sentido, o governo já sinalizou que a abertura será feita de forma gradual, segura e negociada. 

Para alavancar o desenvolvimento econômico de forma sustentada, a coalizão apontou como ponto de partida as reformas previdenciária e tributária, e expressou seu apoio ao governo. "Não é possível ter crescimento sem antes arrumar a casa. Por isso, a principal prioridade é fazer um ajuste fiscal", enfatizou presidente executivo do Instituto Brasil Aço, Marco Pollo de Mello Lopes.

Onze entidades integram a Coalizão Indústria 

Durante o encontro, a coalizão expôs uma série de propostas para a geração de renda e empregos, por meio da construção civil e infraestrutura. "Hoje, existe uma demanda reprimida muito grande no setor imobiliário. As empresas precisam voltar a ter confiança para investir. O mercado é enorme e pode ajudar o Brasil a crescer muito", ressaltou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, em coletiva após a reunião, no Ministério da Economia.

"É preciso limpar o terreno para que o empreendedor se sinta seguro e confortável para tocar os seus negócios", endossou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, também ressaltou a importância das reformas. "Temos que resolver o problema de contas do Brasil e trazer de volta a confiança na economia", acrescentou.

Presidente da Abit durante coletiva de imprensa, após audiência no presidente Bolsonaro

Governo - A desburocratização é outra das prioridades da Agenda Brasil. Nessa área, o governo se comprometeu a revogar uma série de regulamentações nas próximas semanas, com o objetivo de incentivar os negócios e reduzir custos. Em 15 dias, também será lançado um pacote de medidas para melhorar a competitividade do setor. 

Outro ponto respaldado pela coalizão é a disponibilidade de crédito. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Carlos Megale, apontou o custo de capital de giro como um entrave para a indústria. "Embora tenhamos hoje uma Selic controlada no nível mais baixo da história, ainda há um custo excessivo de crédito que tira competitividade dos produtos nacionais", comentou. 

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, chamou a atenção para a situação das exportações brasileiras, estagnadas desde 2014, devido ao custo Brasil elevado. "Acreditamos que a aprovação das reformas previdenciária, trabalhista e tributária possibilitará que o país retome o crescimento nesses embarques", afirmou.

Em relação a uma maior abertura comercial do país, a coalização defende ser fundamental que assimetrias competitivas sejam corrigidas previamente. Neste sentido, o governo já sinalizou que a abertura será feita de forma gradual, segura e negociada. 

Para continuar avançando nas metas da Agenda Brasil, ficaram acordadas reuniões trimestrais entre a coalizão e o ministro Paulo Guedes.  

Estes setores da coalizão, juntos, representam 39% do PIB da indústria (R$ 485 bilhões); 58% das exportações manufatureiras (R$ 151 bilhões); 30 milhões de empregos diretos e indiretos; e contribuem com R$ 250 bilhões em pagamento de impostos.

(Com informações da ABIT)



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