Vendas da Riachuelo reagem no Sudeste e Centro-Oeste, mas não no Nordeste

A Guararapes Confecções, controladora da varejista de moda Riachuelo, observou no terceiro trimestre deste ano uma retomada das vendas nas regiões Sudeste e CentroOeste do país. No entanto, no Nordeste, onde a marca é mais forte, a empresa segue com dificuldades pelo terceiro ano consecutivo.

O diretor financeiro da companhia, Tulio Queiroz, afirmou em teleconferência com analistas que o cenário macroeconômico é o principal fator que prejudica o desempenho no Nordeste. "O consumo perdeu força", disse. Nesta região, a Riachuelo possui lojas maiores. A meta é reformar 40 unidades neste ano no mercado nordestino. 

Apesar do cenário ainda difícil no Nordeste, o grupo encerrou o terceiro trimestre com aumento de 11,9% na receita líquida, para R$ 1,7 bilhão. O lucro líquido somou R$ 83,3 milhões no período, uma alta de 65,2% na comparação com igual intervalo de 2017. A Riachuelo tem 306 lojas no país. 

As perspectivas para o ano que vem são positivas. Queiroz afirmou que percebe uma animação do mercado com a expectativa de crescimento do PIB e aumento da confiança com o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), e espera que esse novo humor do consumidor tenha reflexo nas vendas. 

Na teleconferência, o executivo destacou que as operações de perfumaria e celular nas lojas já representam 13,8% das vendas. 

"Percebemos uma construção da base de lojas com perfumaria, que no fim de setembro ficou em 277 unidades ante 154 no terceiro trimestre de 2017. Já a operação de venda de celulares está em todas as lojas da Riachuelo", afirmou.

O nível geral de estoque da rede no quarto trimestre deve recuar em relação aos três meses anteriores, segundo o executivo.

Veículo: Valor Econômico

Seção: Empresas