Com cenário externo, dólar sobe e já opera a R$ 3,58

A cautela predomina nos mercados em geral e contamina os ativos locais, impulsionando o dólar à vista para romper os R$ 3,58 um pouco mais cedo. Os juros futuros têm alta firme desde a abertura, em linha com o dólar e refletir a chance em rota decrescente de mais um corte de Selic na semana que vem.

A Bovespa, por sua vez, mostra volatilidade, mas tenta permanecer no terreno positivo – na contramão das bolsas de Nova York –ajudada pelo avanço dos papéis da Petrobrás em reação ao balanço trimestral da estatal.

O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS), derivativo que protege contra calote da dívida soberana, passou a subir e era negociado há pouco a 194,58 pontos, em alta de 1,53 ponto em relação ao final do dia de segunda-feira, em 191,65 pontos. A correção reflete cautela crescente dos investidores em relação à possibilidade de alta de juros mais forte nos EUA e incertezas sobre a decisão dos EUA sobre permanecer ou não no acordo nuclear com o Irã, o que será anunciado às 15 horas, segundo profissionais do mercado financeiro.

Às 11h30, o Dow Jones cedia 0,23% e o S&P500 perdia 0,28%. Já o Ibovespa subia 0,11%, aos 82.808 pontos. O dólar à vista subia 0,82%, a R$ 3,5813, depois de bater a máxima de R$ 3,5823. O DI para janeiro de 2021, o mais negociado, subia para 8,27%, de 8,16% no ajuste de ontem

Veículo: Estadão

Seção: Economia e Negócios