Cenário econômico melhorou, apesar de abaixo do estimado, diz Magazine

O cenário econômico melhorou, apesar de abaixo das expectativas do Magazine Luiza e do mercado, disse na manhã desta terça-feira o presidente da companhia, Frederico Trajano. “Não posso deixar de dizer que inflação menor e juros menores, além da confiança melhor com mais oferta de crédito tem melhorado o cenário econômico, apesar de abaixo das expectativas”, disse Trajano

Sobre a estratégia da empresa, o executivo afirmou que pode dobrar a base de clientes em dois a três anos. “Foco é ampliar essa base, mais que crescer o GMV [vendas brutas totais, do site e do marketplace, o shopping virtual]”, disse.

O Magazine Luiza informou que definiu 20 indicadores internos, para a equipe da varejista, com o objetivo de melhorar o nível de serviço, e metas desafiadoras” para o grupo de executivos da empresa.

A varejista inaugurou as primeiras lojas em Goiás e Maranhão. “Vale ressaltar que essas aberturas são fundamentais para a expansão do site”, disse Trajano. A empresa projeta 30 aberturas no segundo trimestre — foram três de janeiro a março.

O Magazine Luiza busca também a melhoria de serviços e irá fazer mais investimentos em despesas operacionais, com possível efeito em margem. A qualidade de serviço envolve aspectos como ruptura, atendimento e entrega. “Nós vamos fazer esse investimento, mas reforço que não há como objetivo reduzir margem", disse Trajano. 

A intenção da empresa é aumentar a base de clientes ativos para gerar valor para a companhia mais à frente. "Não queremos fazer como lá fora com empresas que até zeram lucro para seguir esse caminho, mas entendemos que podemos ter mudanças na margem [por causa disso]”, afirmou. “Não quero destruir valor para acionista. Preciso melhorar serviço”, reforçou.

A margem Ebitda, de lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, foi de 8,3% de janeiro a março, sem expansão sobre 2017.

A empresa vendeu mais no primeiro trimestre do que no período de outubro a dezembro de 2017, período de Natal e ‘Black Friday’. De janeiro a março, a venda bruta foi de R$ 4,36 bilhões (alta de 30%) e de outubro a dezembro, R$ 4,32 bilhões. O lucro líquido subiu 2,5 vezes de janeiro a março, para R$ 147,5 milhões.

Veículo: Valor Econômico

Seção: Empresas