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Setor de calçados volta a crescer em fevereiro

Veículo: Valor Econômico 

Seção: Empresas 

O aumento na produção de calçados em fevereiro, depois de três meses consecutivos de queda, foi considerado "inesperado", segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). "O desempenho foi inesperado, mas para que haja crescimento no primeiro semestre vai ser preciso um clima mais frio, para estimular as vendas de calçados no mercado interno", afirmou Heitor Klein, presidente da Abicalçados. 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Abicalçados, a produção de calçados cresceu 4,9% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2017, com ajuste sazonal. No acumulado do primeiro bimestre, a produção apresentou crescimento de 1%. Em janeiro, a produção havia caído 3%, após queda de 4% em dezembro e de 0,1% em novembro.

O executivo considerou que não houve mudança significativa no nível de emprego do setor. Esse indicador é utilizado pela Abicalçados para avaliar a intenção dos empresários de ampliar a produção nos meses seguintes. No primeiro bimestre, o setor de calçados gerou 17.544 postos de trabalho com carteira assinada, ante 16.899 no primeiro bimestre do ano passado. Embora tenha havido um incremento de 3,8% na geração de vagas, o total de empregos formais no setor ainda ficou 1,8% abaixo do saldo de empregos registrados em fevereiro de 2017, com 296,4 mil vagas ocupadas.

"No varejo, a demanda continua baixa. O que pode sinalizar alguma mudança no segundo trimestre seria um frio mais intenso. Mas as previsões, por enquanto, não são de um inverno rigoroso", afirmou Klein. O executivo também disse que não há previsão de um forte aumento em exportações para os próximos meses.

No primeiro trimestre, as exportações são voltadas principalmente para mercados da América Latina. A partir de abril, começam as entregas para a Europa. No primeiro bimestre, as exportações ficaram estáveis em volume, somando 20,6 milhões de pares. Em valor, houve queda de 3,2%, para US$ 157,8 milhões.

 



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