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Em vídeo, Moreira Franco diz que reforma da Previdência atingirá apenas 20% da população

Veículo: Estadão 

Seção: Economia 

Em mais uma investida da estratégia para quebrar a resistência de parlamentares e da sociedade em torno da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, publicou um vídeo e algumas mensagens no Twitter para destacar os pontos que foram retirados da proposta original, na versão mais enxuta que foi apresentada semana passada. "Estão dizendo por aí, na tentativa de confundir as pessoas, que a reforma da Previdência irá mexer nos direitos dos mais pobres. É mentira! Essa reforma atinge apenas 20% da população, os mais ricos, claro, que não querem que nada mude", escreveu Moreira nesta quarta-feira, 29.

O ministro destacou ainda que a reforma "não muda nada para trabalhadores rurais, para os que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada), salário mínimo e para os já aposentados". "E mais, vai garantir que todos continuem recebendo o benefício. Por isso, os parlamentares devem ter consciência e compromisso com a reforma e o povo", cobrou Moreira na mensagem.

No vídeo, o ministro diz ainda que a retirada dos trabalhadores do campo da reforma "é uma demanda que fala diretamente ao número imenso de brasileiros que precisam ter esse direito respeitado", diz. No texto simplificado do relator deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), todos os artigos que alteravam regras de aposentadoria dos trabalhadores rurais e que tratavam de mudanças no pagamento do BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência carentes, foram retirados.

Só com maioria. O líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), afirmou nesta quarta-feira que a bancada do partido só fechará questão pela aprovação da reforma da Previdência se houver entre os parlamentares da sigla uma maioria esmagadora de votos favoráveis à proposta. Ao Estadão/Broadcast, ele disse, porém, que ainda não sabe essa maioria existe.

"Não sei de onde tiraram que o PP vai dar 40 votos a favor, não tenho esse número", declarou Lira, que comanda a segunda maior bancada da Casa, com 46 deputados. Ele evitou dar um placar da bancada hoje, alegando que ainda não ouviu os deputados da sigla. "Mas nosso partido não é dos piores", disse.

Lira previu que dificilmente a reforma poderá ser votada no plenário da Câmara na próxima semana. "Não sei de onde tiraram essa história de que vai votar no dia 6. Agora que vai começar a contagem de votos. O presidente (Michel Temer) chamou os líderes e presidentes de partidos para reunião no domingo", disse.



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