Empresas em crise terceirizam a gestão em Santa Catarina

Veículo: Diário Catarinense

Como os problemas políticos impedem a volta crescimento econômico, o número de  empresas que pedem recuperação judicial segue alto, apesar de ter ocorrido uma certa retração frente a 2016. Em SC, 16 empresas entraram com pedido de recuperação judicial no primeiro trimestre deste ano. Durante todo o ano passado, foram 150, isto é 158% mais que no ano anterior. 

Para sair dessa fase crítica, em boa parte das vezes também devido a problemas de gestão, muitas empresas  recorrem a administradores externos, que são empresas com foco nessa atividade, ou à assessoria do Sebrae e de escritórios de advocacia especializados. 

Entre as catarinenses que recorreram à terceirização da gestão para voltar ao azul está o Grupo Jorge Zanatta, de Criciúma. Quem realiza a reestruturação é a Corporate Consulting, de São Paulo, que já desenvolveu esse trabalho em 400 empresas do país. Segundo o presidente da Corporate, Luiz Alberto de Paiva, o plano iniciado há quatro meses envolveu o fechamento da Inza, indústria de copos descartáveis que estava no vermelho há anos, e a reestruturação da Canguru, que faz embalagens de alimentos, e da Imbralit, que faz telhas de fibrocimento e caixas d¿água sem amianto. 

O faturamento do grupo cresceu 5% no primeiro trimestre, alcançando R$ 50 milhões e a projeção é de alta no segundo trimestre. O grupo oferece cerca de 700 empregos diretos. Encerrou 300 vagas na Inza, a unidade que foi fechada. 

Entre as empresas de SC nas quais a Corporate também atuou na recuperação estão a Teka, Douat Têxtil, Indústrial Pajé e Pioneira da Costa. Há as que contratam para melhorar a gestão, mesmo não estando em recuperação judicial. Foi o caso da Rações Catarinense e Grupo Gala. Grandes grupos também recorrem a ¿mãos de tesoura¿ para melhorar a performance. Foi o caso da BRF que contratou Claudio Galeazzi em meados de 2013. Ele ficou até o final de 2014 na companhia, quando a colocou numa fase mais lucrativa.