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Renner vai investir R$ 500 Milhões em 2017 e abrir entre 60 e 65 lojas

Veículo: Textile Industry
Seção: Fórum Textil

A varejista de moda Renner encerrou o ano de 2016 com crescimento em seu lucro líquido de 8% em relação ao ano anterior, para R$ 625,1 milhões. O resultado foi obtido com uma combinação de aumento das vendas, controle das despesas e melhoria nos resultados de produtos financeiros. Para 2017, a companhia trabalha com um cenário de “otimismo cauteloso”, com perspectiva de recuperação gradual do varejo. Nesse ambiente, a empresa prevê manter o ritmo de expansão de lojas e de investimentos de 2016.

500 milhões no ano, ante R$ 512,6 milhões aplicados em 2016, o que representa queda de 2,5%. Laurence Beltrão Gomes, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, observa que os investimentos foram mais altos em 2016 devido à construção do novo centro de distribuição em São José (SC) e à mudança de sistema de gestão empresarial (ERP) – gastos que não se repetirão neste ano.

A maior parte dos aportes em 2017 será feita na abertura de 60 a 65 lojas, ante 64 unidades abertas no ano passado. “O plano é abrir um número de lojas parecido com o de 2016. O foco continua sendo chegar a 2021 com 450 lojas da Renner, 125 lojas da Camicado e 300 lojas da Youcom” afirmou Gomes. A Renner também vai investir em melhorias na parte logística e na operação das lojas.

Fora do Brasil, a Renner vai abrir no segundo semestre três lojas em Montevidéu, no Uruguai. “É o primeiro teste fora do Brasil. Estamos focados em obter uma participação de mercado relevante naquele país”, afirmou Gomes.

A varejista também prevê colocar em operação, a partir de junho, a Realize Crédito, Financiamento e Investimento, instituição financeira que será responsável pela gestão da parte de cartões de crédito e crédito pessoal da Renner. “A Realize entra na fase pré-operacional nos próximos meses”, afirmou Gomes.

A Renner não divulga projeções de receita e lucro para o ano, mas Gomes disse que espera uma melhora gradual ao longo dos trimestres, à medida que o varejo se recupera. “O mercado vai levar um tempo para se recuperar. Vai ser um ano desafiador, mas a Renner entra em 2017 mais forte”, disse.

No quarto trimestre de 2016, a Renner registrou uma alta de 19,2% no lucro líquido, para R$ 299,8 milhões – acima da média das projeções do BTG Pactual, Morgan Stanley, Deutsche Bank, Bradesco Corretora e Brasil Plural, de 10%. A Renner associou o resultado a um controle eficiente das despesas e à melhora nos resultados de produtos financeiros.

No trimestre, a receita líquida aumentou 4,8%, para R$ 2,11 bilhões. A receita de vendas cresceu 4,5%, para R$ 1,92 bilhão. Nas lojas da Renner, as vendas cresceram 3%, para R$ 1,77 bilhão. Gomes disse que os resultados foram favorecidos por ajustes nas linhas de produtos. Ele acrescentou que a Renner fez liquidações no fim do ano no mesmo ritmo de anos anteriores e não fez remarcações mais fortes para competir com os concorrentes no período. “A palavra que melhor define o ano é resiliência. Apesar do ambiente desafiador, a Renner se preparou, conseguiu ajustar sua estrutura e preservar as margens de lucro. A Camicado e a Youcom também tiveram bons resultados”, afirmou Gomes.

As despesas com vendas da companhia aumentaram 6,4% no trimestre, para R$ 424,7 milhões. As despesas gerais e administrativas cresceram 4%, para R$ 135,5 milhões. O resultado de produtos financeiros no quarto trimestre somou R$ 62,9 milhões, 63,5% acima do verificado no quarto trimestre de 2015. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou 15,5%, para R$ 567,7 milhões.

O total de cartões Renner chegou a 27,4 milhões. As vendas com cartões da loja representaram 47,3% do total. As perdas no cartão Renner, líquidas de recuperações, atingiram 2,7% sobre a carteira total, ante 4,2% um ano antes. A empresa associou essa melhora a medidas mais rígidas para concessão de crédito e cobrança.

No ano de 2016, a receita líquida aumentou 5%, para R$ 5,72 bilhões. As despesas operacionais tiveram aumento de 11,3%, para R$ 2,07 bilhoes. A operação de produtos financeiros apresentou resultado de R$ 251,3 milhões, com alta de 20,6%. O Ebitda da operação total cresceu 7,4%, chegando a R$ 1,33 bilhão.



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