Comércio que não precisa de crédito cai menos em 2016

Veículo: Folha de São Paulo
Seção: Colunistas

No conjunto, o varejo paulista caiu em termos reais em 2016, mas o desempenho dos setores não foi uniforme e houve mercados com ganho real, aponta a ACSP (associação comercial), que compilou dados até novembro.

Segmentos de bens essenciais ou de reposição tiveram aumentos no período, como o de farmácias e perfumarias (9,9%), supermercados (8,9%) e autopeças (2,3%).

Já as concessionárias de automóveis, por exemplo, perderam 10,9% de vendas em termos nominais.

"Produtos que dependem da renda e também de crédito, caso dos veículos, enfrentam cenários muito piores", diz Marcel Solimeo, economista da entidade.

A mudança na regra do uso do crédito rotativo de cartões, que só pode ser cobrado por 30 dias, deve ter impacto efêmero, e maior naqueles bens cujo consumo é ligado ao impulso, afirma Solimeo.

"A medida não terá efeito extraordinário no comércio, mesmo porque alguns bancos já adotam juros decrescentes depois de 30 dias."