Na nova loja da Amazon, sensores substituem os caixas de pagamento

Veículo: Estadão

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Instalada em Seattle, estabelecimento usa sensores para detectar o que os clientes pegaram nas prateleiras; conta é finalizada por aplicativo

A nova loja de conveniências da Amazon.com não tem pelo menos uma coisa que os mercados têm - filas no caixa.

 

A Amazon Go, nova loja de conveniências da gigante de varejo online em Seattle, tem 167 metros quadrados e usa sensores para detectar o que os clientes pegaram nas prateleiras e os cobra em sua conta da Amazon se não recolocarem o produto.

 

A Amazon Go, que atualmente está disponível apenas para seus funcionários, deve abrir para o público no início do ano que vem, disse a empresa nesta segunda-feira, 5.

 

 

 

 

Além de mantimentos como pão e leite, a loja também oferece cafés da manhã prontos, almoços e jantares frescos preparados por chefs que trabalham na loja e cozinhas e padarias locais, disse a Amazon.

 

Para o analista Jaw Dawson, da Jackdaw Research, "a loja é um reconhecimento que o modelo de comércio eletrônico da Amazon não funciona para qualquer produto. Centenas dessas lojas no país todo poderiam ser uma grande ameaça às redes de supermercado". 

 

Segundo o jornal norte-americano Wall Street Journal, se os testes em Seattle forem bem sucedidos, a empresa pode abrir até 2 mil lojas do estilo em todos os EUA. Entre os formatos considerados, está um no qual os motoristas poderão pegar o que quiserem direto da calçada, como em uma versão modernizada dos drive thru de lanchonetes. A Amazon se recusou a comentar a notícia do WSJ. 

 

Para Neil Saunders, diretor de pesquisa de varejo da consultoria Conlumino, a nova proposta da Amazon deverá ser adotada aos poucos pelos consumidores. "As filas do caixa são uma das partes mais eficientes de uma loja. Você vai salvar tempo e gastar menos com empregados", disse ele. "No entanto, é questão de se acostumar: algumas pessoas vão achar que estão roubando itens". 

 

No início deste ano, a Amazon também abriu uma livraria física em Seattle.

Instalada em Seattle, estabelecimento usa sensores para detectar o que os clientes pegaram nas prateleiras; conta é finalizada por aplicativo