Adiamento do recesso de janeiro divide parlamentares

Veículo: O Dia

Para votar a Reforma da Previdência o quanto antes, alguns parlamentares, como André Moura (PSC-SE) e o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), chegaram a cogitar suspender o recesso parlamentar em janeiro. Mas a autoconvocação do Congresso não foi consenso.

O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) descartou a medida. Segundo ele, não haverá convocação extraordinária da Casa para acelerar a tramitação da proposta que o governo federal enviará ao Congresso hoje. “Convocação extraordinária do Congresso só se houvesse outras questões emergentes. Não acho necessária a autoconvocação apenas para votar a reforma”, avaliou.

De acordo com Maia, a admissibilidade da proposta deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na próximo dia 14, conforme a Agência Estadão Conteúdo. Segundo ele, os relatores do texto serão definidos a partir da próxima semana. “A Comissão Especial irá discutir a reforma então entre dezembro e fevereiro. O prazo é suficiente para a comissão discutir o tema com a sociedade e a tramitação deve permitir que a proposta esteja madura no início de fevereiro”, completou.

Maia evitou comentar o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, determinado ontem em liminar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. “Estou sabendo agora e prefiro não comentar”, disse.