Leis trabalhistas x sindicatos, POR JEFFERSON GEORG

Veículo: Jornal de Santa Catarina 

Seção: Artigo 

Enquanto os trabalhadores brasileiros dependerem de sindicatos para colocar regras e negociar seus contratos de trabalho, continuarão a mendigar por melhores salários. O país necessita é do fim dos sindicatos, o trabalhador negociando diretamente com o empregador, onde a relação entre trabalho e salário se dará pela formação técnica do indivíduo e por meritocracia. Esta nossa legislação trabalhista super protetora, com tamanhas amarras, não estimula o empreendedorismo local e acaba afugentando o capital estrangeiro. Justo este que é o melhor investimento que uma nação possa receber, empresas de outras nacionalidades colocando suas unidades aqui, gerando emprego, renda e impostos.

Temos um número exagerado de sindicatos, leis trabalhistas, uma Justiça do Trabalho que gasta praticamente o dobro com seu funcionamento do que dá aos trabalhadores a que ela recorrem. Um verdadeiro absurdo! Hoje, vemos empresas com muita cautela em contratar mão de obra, mesmo quando tem uma maior demanda por seus produtos. Os altos custos para se demitir um trabalhador inibem a contratação. Os brasileiros ainda não se deram conta de que países onde as leis trabalhistas são mais flexíveis (Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido) possuem trabalhadores com os melhores padrões de vida no planeta.

Se leis trabalhistas protetoras ajudassem a resolver as questões entre o capital e mão de obra, não haveria milhões de pessoas ao redor do mundo imigrando ilegalmente para países onde elas são mínimas ou inexistem, trocando o seu país paternalista e arriscando suas próprias vidas para trabalhar na maioria dos casos sem direito algum. Infelizmente, temos pouquíssimos políticos que defendem uma reforma trabalhista ampla, acabando com benefícios rescisórios e acordos coletivos que dificultam a contratação e o desligamento de um trabalhador, e que realmente beneficiem o setor.

As nossas regras trabalhistas e nossa Constituição de 1988 tornaram nossa sociedade extremamente dependente do Estado, que hoje paga um preço caro por isto.