PIB deve recuar 3,3% em 2016 e avançar 1,3% em 2017, aponta BC

Veículo: Valor Economico 

Seção: Brasil 

O Banco Central (BC) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai crescer 1,3% em 2017, de acordo com projeção publicada no Relatório Trimestral de Inflação de setembro, divulgado hoje pela autoridade monetária. Pelo lado da oferta, devem puxar o crescimento previsto para o ano que vem a indústria, com expansão de 1,5%, a agropecuária, que deve avançar 3,5%, e também os serviços, cujo PIB deve ter alta de 0,9% no período.

Já pela ótica da demanda, o destaque positivo no cenário da autoridade monetária deve partir da formação bruta de capital fixo (FBCF), um indicativo de investimentos, com expansão de 4%, enquanto o consumo das famílias e o do governo devem crescer 0,8% e 0,5%, respectivamente. As previsões, diz o BC no documento, são “consistentes com o cenário de recuperação dos indicadores de confiança e de consolidação do ajuste fiscal em curso”. No setor externo, a expectativa é de aumento de 4,5% das exportações de bens e serviços e de 6% das importações. Os avanços, nota a autoridade monetária, são “associados, na esfera das exportações, às perspectivas mais favoráveis para a indústria e para a agropecuária, e relativamente às importações, às projeções de aumentos para o consumo das famílias e para a formação bruta de capital fixo”. 

Segundo o BC, a contribuição da demanda interna para a expansão anual do PIB em 2017 deve ser de 1,6 ponto, e a do setor externo deve ser negativa em 0,3 ponto. Para 2016, a autoridade monetária manteve a expectativa de retração de 3,3% do PIB divulgada no relatório anterior. A projeção para este ano conta com queda de 3,3% da indústria, contração de 2,7% dos serviços e recuo de 2,2% do setor agropecuário. 

Pelo lado da demanda, é esperado tombo de 8,7% dos investimentos, enquanto o consumo das famílias e os gastos do governo devem encolher 4,4% e 1,3%, nesta ordem. Já as exportações devem subir 4,7%, ao passo que as importações devem recuar 10,2%. O BC estima que a contribuição da demanda interna para o PIB neste ano será negativa em 5,4 pontos, enquanto o setor externo deve contribuir positivamente com 2,1 pontos.