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Atividade econômica do Brasil inicia 3º trimestre com queda, aponta BC

Veículo: Folha de São Paulo 

Seção: Mercado 

A atividade econômica do Brasil iniciou o terceiro trimestre no vermelho, com leve queda de 0,09% em dados dessazonalizados, num resultado pior que o esperado e que ressalta as dificuldades para a retomada de uma recuperação consistente.

O resultado do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) frustrou expectativa de elevação de 0,25% do índice no mês, segundo pesquisa Reuters.

Divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central, o IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

No mês, o desempenho do índice foi negativamente afetado pelas vendas no varejo, que voltaram a cair em julho, com retração de 0,3% em relação a junho.

Apesar de o setor de serviços ter exibido um crescimento no volume de 0,7% e de a produção industrial também ter ficado no terreno positivo, surpreendendo com ligeira alta de 0,1%, o IBC-Br acabou fechando o mês em território negativo.

"De um lado a gente começa o terceiro trimestre com sinalização fraca, mas em algum medida isso já era antecipado pelos dados da indústria e mesmo do varejo", afirmou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

"Mas o trimestre encerrado em julho contra o trimestre imediatamente anterior está apontando queda cada vez menor", acrescentou Perfeito, que enxerga aí um sinal do fim da desaceleração acentuada da economia. Ele estima que o PIB do terceiro trimestre sofrerá retração de 0,3%.

REVISÕES

Nesta segunda, o BC também revisou o resultado de junho para uma alta de 0,37%, contra aumento de 0,23% informado inicialmente.

Em 12 meses até julho, o IBC-Br acumula um tombo de 5,61%, em dado dessazonalizado.

A expectativa de economistas ouvidos semanalmente pelo BC na pesquisa Focus é de que a atividade medida pelo PIB vá fechar 2016 com retração de 3,15%.

"O dado do IBC-Br corrobora nossa expectativa de um terceiro trimestre de atividade ainda em marcha ré, mas já melhor do que o segundo e com a fraca base de comparação do ano passado já exercendo alguma influência", destacou em nota o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Ele acrescentou ainda que qualquer sinal mais evidente de reversão da atual recessão só deve vir no último trimestre deste ano.

No segundo trimestre, a recessão brasileira chegou ao seu ponto mais agudo, com recuo de 0,6% do PIB ante o período anterior, mas começou a dar alguns sinais de recuperação com desempenhos positivos da indústria e dos investimentos depois de vários meses no vermelho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que a expectativa do governo é de um crescimento do PIB no último trimestre deste ano.



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