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Renner vê sinais 'leves e esparsos' de melhora econômica

Veículo: Valor Economico 

Seção: Empresas 

A Renner inaugurou ontem a temporada de balanços do segundo trimestre das empresas de varejo de moda e, mais uma vez, apresentou crescimento de dois dígitos no lucro líquido. A companhia informou que o resultado deve­se a um bom desempenho de vendas e a um forte controle de despesas. A Renner também informou que começa a ver indícios de recuperação na economia brasileira. "Ainda é cedo para afirmar que a economia está em recuperação, mas vejo alguns sinais leves e esparsos de melhora", afirmou Laurence Beltrão Gomes, diretor financeiro e de relações com investidores da Renner. No caso da varejista, as vendas começaram mais fracas em abril, por conta do calor acima do normal para o mês. Mas, em maio e junho, as vendas tiveram melhora, influenciadas pelo frio e pelas datas comerciais de Dia das Mães e Dia dos Namorados. 

No segundo trimestre, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 174,8 milhões, o que representou um aumento de 10,5% em comparação ao mesmo intervalo de 2015. A receita líquida aumentou 8,2%, chegando a R$ 1,46 bilhão. A média das projeções feitas pelo Morgan Stanley, BTG Pactual, Deutsche Bank e Itaú BBA apontavam para uma alta de 2,1% no lucro líquido, para R$ 161,45 milhões, e um aumento de 8% na receita, para R$ 1,46 bilhão. De acordo com Beltrão, o frio e o acerto na distribuição das linhas de inverno mais pesadas permitiram vender a coleção sem ter de fazer muitas liquidações. Com isso, a margem bruta do varejo foi de 57,2%, com ganho de 1,9 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2015. As vendas no conceito "mesmas lojas" (que compara unidades abertas há mais de 12 meses) aumentaram 2,9%. 

Beltrão disse que todas as bandeiras tiveram ganhos na margem bruta de lucro. No caso da Youcom, a margem chegou a 61,5%. "A Camicado também teve uma boa margem de lucro", disse o executivo, sem dar detalhes. Beltrão disse ainda que a Renner fez uma revisão de custos em todas as áreas, o que contribuiu para o avanço no lucro do trimestre. As despesas operacionais da Renner aumentaram 14% no segundo trimestre, para R$ 525 milhões. O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização no varejo foi de R$ 301,8 milhões, com incremento de 10,9% na comparação anual. O Ebitda ajustado total, incluindo os produtos financeiros, foi de R$ 356,1 milhões, com alta de 9,2%.

O resultado de produtos financeiros no trimestre teve incremento de 0,4%, para R$ 54,2 milhões. O desempenho foi afetado por novos tributos de PIS e Cofins, que passaram a incidir sobre as receitas financeiras. O total de cartões Renner emitidos chegou a 26,6 milhões no fim do trimestre, representando 49,6% das vendas no período, ante 50% um ano antes. Do total, 40,7% foram vendas feitas em até cinco parcelas e 8,9% foram de vendas feitas em oito parcelas com juros. As perdas com cartão Renner atingiram 3,9% da carteira total no segundo trimestre, ante 4,3% um ano antes. 

Para Beltrão, a inadimplência está sob controle. "Nos últimos 18 meses, a companhia adotou uma série de ações para controlar a concessão de crédito e melhorar a cobrança. Esperamos para o ano um nível de inadimplência parecido com o do ano passado", afirmou. O índice de perdas no Cartão Renner no fim de 2015 era de 4,3%. No segundo trimestre, a Renner abriu 21 lojas, sendo 7 da Renner, 3 Camicado e 11 Youcom. Ao fim de junho, chegou a um total de 284 unidades da Renner, 52 da Youcom e 72 da Camicado. Para o ano, a companhia mantém a meta de abrir 60 lojas, sendo 20 Youcom, 15 Camicado e 25 Renner, com investimento de R$ 550 milhões, 3,7% abaixo do aplicado em 2015.



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