Indústria e Comércio demitem em Janeiro-Produtos têxteis e de vestuário

Veículo: GBL Jeans. 

Seção: Notícias. 

Ao contrário dos últimos quatro anos, fabricantes têxteis e de vestuário cortaram vagas; e como sempre nessa época, varejo e atacado eliminam os temporários.

O ano começou desfavorável para o emprego industrial. Diferentemente do comportamento exibido nos últimos quatro anos, de ampla oferta de vagas em janeiro, os fabricantes de produtos têxteis e de vestuário continuaram a eliminar vagas. Segundo dados publicados pelo ministério do Trabalho, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), esse segmento terminou o mês com saldo negativo de 2.157 postos de trabalho.

São Paulo foi o estado em que as empresas mais demitiram. Foram encerradas 653 vagas. Ceará aparece em seguida com corte de 594 empregos. Rio de Janeiro e Mato Grosso empataram com a demissão de 477 funcionários no segmento cada um; enquanto o Rio Grande do Norte restou com saldo negativo em janeiro de 356 vagas, mostra o relatório do Caged.

Outros 12 estados contrataram. Sozinho Santa Catarina abriu 1.069 postos de trabalho, reforçando o emprego na região sul com mais 95 colocações abertas pelo Rio Grande do Sul e outras 53 oferecidas pelo Paraná, informa o Caged.

Como sempre acontece em janeiro, o comércio encerra os contratos com os temporários, que atuam reforçando o quadro, especialmente das lojas de varejo, deixando o saldo do segmento negativo. Este ano, no setor têxtil e de vestuário, foram 25.200 demissões vinculadas ao varejo e 238, ao atacado. No varejo, todos os estados demitiram. Corte mais profundo foi registrado pelo estado de São Paulo, com a eliminação de 6.928 postos, seguido por Rio de Janeiro (-5.314) e Minas Gerais (-2.925). Já entre os distribuidores, em quatro estados as empresas mantiveram o quadro inalterado; juntos, outros seis abriram 35 vagas; e os demais reduziram o quadro de pessoal, com Santa Catarina à frente (-41), depois Minais Gerais (-39) e Ceará (-38).

Jussara Maturo