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Evento propõe debate sobre internacionalização de empresas

 

Especialistas reunidos nesta terça (08) apontaram as vantagens e as exigências dos EUA, um dos principais parceiros comerciais do Estado

As vantagens e as exigências para se abrir unidades de empresas brasileiras nos Estados Unidos foram debatidas na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta terça-feira (08). O Workshop de Internacionalização para o Mercado Norte Americano contou com os palestrantes Pedro Drummond, advogado, e Manuel Mendes, administrador. O evento foi realizado em parceria com Boston Innovation Gateway, Drummond Advisors e Pirajá Martins Advocacia Associada.

Na abertura, a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Fiesc, Tatiani Leal, destacou a importância dos Estados Unidos como parceiro comercial catarinense. Atualmente, o país da América do Norte é o principal destino das exportações de Santa Catarina e o segundo no ranking de importações.

Em sua apresentação, Drummond abordou aspectos a serem considerados quando se decide pela internacionalização de uma empresa, como a carga tributária dos EUA e a utilização legal de uma offshore. Ele esclareceu ainda sobre o conceito de residência fiscal americana e os tipos de vistos de trabalho e investidor disponíveis.

Entre os benefícios ao estabelecer unidade nos EUA estão o acesso a crédito mais barato, investidores mais propensos a apostar em startups e à tecnologia. Drummond aponta ainda que a empresa pode se beneficiar do ambiente mais favorável aos negócios e ter sua avaliação elevada pela adoção de novos padrões de governança corporativa.

Já Manuel Mendes abordou os aspectos do mercado americano, apontando a necessidade de conhecimento sobre hábitos e costumes dos compradores locais. “É preciso evitar choques culturais”, afirmou, ao lembrar que o negociador americano é bastante objetivo e que o mercado dos EUA dá grande importância à credibilidade do vendedor. Segundo Mendes, é fundamental a elaboração de uma estratégia que considere os potenciais compradores, os concorrentes e a logística, entre outros fatores.

(Com informações da Fiesc / Fábio Almeida)



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