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Setor espera que novo governo da Argentina possa destravar o comércio

Após a eleição de Maurício Macri, como novo presidente da Argentina, o setor têxtil espera que a nova administração possa estimular o comércio bilateral entre os dois países. A Argentina é o principal destino das exportações brasileiras, mas o fluxo comercial caiu pela metade nos últimos anos.

“A Argentina é o principal mercado para as exportações têxteis e de confecção brasileiras, por isso, esperamos que a eleição de Maurício Macri, realizada no último domingo, possa retomar o desenvolvimento do comércio entre os dois países. Os têxteis do Brasil perderam espaço, principalmente para a China, devido a uma série de medidas administrativas impostas pelo ex-governo, mas acreditamos que Brasil e Argentina têm muito a contribuir para o desenvolvimento um do outro, respeitando as regras do Mercosul”, explica Rafael Cervone, presidente da Abit.

Para o presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, os argentinos devem desarmar barreiras de importação e ficar menos resistentes a demandas dos companheiros de bloco. "A Argentina tende a virar um membro mais efetivo do bloco e não atrapalhar a aproximação com os americanos", destaca o executivo.

Segundo dados da Abit, diversas categorias de mercadorias do segmento não podem ser embarcadas para o país vizinho, pois estão esperando liberação por parte das autoridades locais. Desde 2005, a participação brasileira nas compras argentinas dessas mercadorias recuou de 41% para 23%, ao passo que o crescimento chinês (de 4% para 23%) ocupou essa lacuna e igualou a posição brasileira.

(Com informações da Abit)



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