Colômbia visa aumentar exportação de moda para o Brasil

Veículo: Estadão

Seção: Vida & Estilo Moda

Medellín, Colombia ­ - Para entender a semana de moda da Colômbia é preciso esquecer o modelo de fashion week brasileiro, que tem como foco as passarelas. A Colombiamoda, que terminou na última quinta­feira, 30, é realizada em um espaço de de 7,4 mil m2 e, além dos 30 desfiles da programação, conta com uma série de paineis sobre o tema e uma feira de negócios. E o Brasil, por meio de modelos, grifes e empresários, teve presença marcante no evento. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex­Brasil) selecionaram oito empresas, entre elas Cristófoli, Luz da Lua e Pampili, para apresentar seus produtos na feira.

As marcas Chilli Beans e Ipanema também montaram stands por lá ­ na Ipanema, inclusive, as vendas para a Colômbia representam 10% de toda a exportação das sandálias. “Duplicamos o tamanho da feira de negócios e, nesta edição, tivemos uma participação considerável de delegações estrangeiras", afirma Carlos Eduardo Botero, presidente do Inexmoda, presidente do Inexmoda (Instituto para Exportacao da Moda), responsável pela organização do evento. Do total de expositores, 35% eram de Portugal, 14 % do Peru, 12% do Brasil, 7% do México e 7% do Equador. Brasil e Colômbia mantêm bons negócios no setor de vestuário. Em 2014, a exportação de produtos têxteis brasileiros, como fios, fibras (exceto as de algodão) e tecidos para a Colômbia movimentou 41,5 milhões de dólares.

Segundo o ProColombia, departamento do governo responsável por promover a exportação e o turismo, o Brasil é um dos três países que devem passar a receber mais itens colombianos nos próximos anos. "Trata­se de um mercado alternativo em que a moda colombiana pode encontrar um espaço para crescer", diz Maria Claudia Lacouture, presidente do departamento. "A proximidade e a cultura similar motivam o empresário daqui a fazer negócios." No entanto, a diretora do laboratório de moda e economia da Inexmoda, Martha Cálad, pondera que não será fácil, já que as marcas "não conseguem ter competividade para vender no Brasil devido ao protecionismo econômico".

Nos outros pilares do evento, o Brasil também representado. As tops Alessandra Ambrósio e Isabeli Fontana estrelaram as apresentações das grifes Arkitect e Leonisa, respectivamente. Já no debate sobre macrotendências, Melissa e Osklen apareceram como case. A Melissa, por proporcionar uma experiência divertida e emocionante para os consumidores, e a Osklen, por valorizar a individualidade e o meio ambiente.