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Moradia, transporte e alimentação respondem por 71% da inflação

Veículo: Folha de S. Paulo

Seção: Mercado

Componentes básicos do orçamento de uma família, habitação, transporte e alimentação responderam por 71% da inflação oficial dos últimos 12 meses até junho.

O IBGE divulgou nesta quarta-feira (8) que o IPCA acumulou um avanço de 8,89% nos últimos 12 meses, a maior taxa desde dezembro de 2003 (9,30%).

O grupo de habitação acumulou inflação de 17,94% nos últimos 12 meses e respondeu por 2,39 pontos da alta de 8,89% dos preços no período. Foi o maior impacto de todos.

Morar ficou mais caro em função do aumento do preço da energia elétrica (58% de alta em 12 meses) e das taxas de água e esgoto (8,47%).

Outro grupo com forte aumento de preços foi o de transporte, com avanço de 5,10% nos 12 meses até junho. Os transportes contribuíram com 1,37 ponto da inflação acumulada no período.

O custo de se locomover cresceu com reajustes de tarifas de ônibus urbano (13,11%) e dos combustíveis, como gasolina (11,65%).

Já o grupo de alimentos e bebidas teve inflação de 6,61% nos últimos 12 meses e impacto de 2,39 pontos na inflação do período. Cebola (142%), tomate (19%) e cenoura (41%) estão entre os vilões.

"A inflação continua subindo, se mantendo há quatro meses acima de 8%", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora dos índices de preço do IBGE.

A técnica do IBGE disse que a inflação ainda sofre contaminação do aumento da energia elétrica no começo deste ano.

"Estamos vendo concessionárias de água e esgoto pedindo reajustes por causa da energia, Não sabemos até onde vai esse efeito. Há uma retroalimentação da inflação", disse.

Por outro lado, Eulina vê a queda de preços de produtos influenciada pela menor demanda. É o caso da desaceleração do preço da carne e dos automóveis novos (-0,31%) em junho.

Como julho do ano passado a taxa de inflação foi zero, a tendência é que o índice de 12 meses fique ainda maior em julho próximo.



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