Leilão de algodão chinês abala mercado

Veículo: Portugal Têxtil

Seção: Breves

A China prepara-se para vender o seu inventário de algodão entre julho e agosto. Os detalhes do próximo leilão foram divulgados pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC na sigla inglesa), apontando para «uma absorção ordenada» dos stocks da reserva nacional e «escalonamento gradual para um nível razoável» de reservas, de acordo com um comunicado emitido pela organização responsável pelo leilão.

As reservas de algodão estatais excederam as 12.000 quilotoneladas desde a temporada 2013/2014, apesar do ajuste da quota de importação feito pela China a pedido da Organização Mundial do Comércio. A firma de consultoria CCFGroup, sediada em Pequim, prevê que o próximo leilão irá incentivar as unidades de fiação chinesas a adotarem fios de algodão de qualidade superior. «No âmbito do leilão de algodão, a diversificação do mercado de fios de algodão vai continuar a aumentar e o decréscimo de fios de algodão de média e baixa qualidade será superior aquele dos fios de elevada qualidade», afirmou Rachel Chen, gestora de marketing do CCFGroup.

Chen acrescentou que sob o leilão, os fios de algodão de elevada qualidade poderão ser mais rentáveis do que os de qualidade inferior, tornando-se vantajoso para  as unidades de fiação chinesas assumir este novo contexto como um incentivo à melhoria da qualidade do produto.