Brasil importa menos denim

Veículo: GBLjeans

Seção: Notícias

Mesmo com queda de quase 34% sobre igual mês de 2014, em maio o mercado brasileiro de denim mudou a composição da balança comercial. Mas, nada que altere a curva de superávit que só vem aumentando desde janeiro. Quando comparado a abril de 2015, o nível de importações do tecido cresceu em maio, quase na mesma proporção em que as exportações aumentaram – em torno de 10%. É a primeira variação positiva de importação frente ao mês anterior desde que o real se desvalorizou em relação ao dólar e a economia nacional enfraqueceu.

A compra de denim produzido fora do país cresceu 10,93% em maio sobre a movimentação de abril. As compras chegaram a US$ 1,99 milhão, contra US$ 1,79 milhão do mês anterior. Contudo, o volume é 33,5% menor que o registrado em maio de 2014, quando o país internou US$ 3 milhões, informam os dados acumulados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Em abril de 2014, as importações atingiram US$ 4,65 milhões, um dos valores mais altos do ano passado.

As exportações avançaram para US$ 4,85 milhões em maio de 2015, que representou 9,55% a mais do que o país vendeu em abril (US$ 4,33 milhões). Ao analisar as vendas de maio de 2014, a expansão fica ainda mais acentuada, com aumento de 36,29%. Com isso, o saldo do mercado prossegue favorável, um dos poucos segmentos da área têxtil a apresentar superávit.

Em termos de valor, o país exporta tecidos mais caros do que aqueles que interna. De janeiro a maio, o Brasil exportou ao preço médio de US$ 6,3 por quilo, valor que tem se valorizado nos últimos dez anos. Nos primeiros cinco meses de 2015, o país importou ao preço médio de US$ 4,8 por quilo, valor que oscilou ao longo da década.

Jussara Maturo