Mesmo cara, produção brasileira atrai estrangeiros

Veículo: Valor

Seção: Economia

A moda praia brasileira continua no radar do mercado internacional. O "life style", que vai muito além de maiôs e biquínis, ainda enche os olhos dos varejistas estrangeiros ­ e encantam o consumidor que vive longe dos trópicos. Compradora do e­commerce multimarcas Net­a­porter (www.net­a­porter.com/br/en/), a executiva Maria Williams esteve em São Paulo para a 39ª edição da SPFW.

Ela se encantou com a variedade de estilos que pôde ver em apresentações de marcas como Lenny Niemeyer, Adriana Degreas, GIG Couture, UMA e Têca. "Quando as pessoas pensam em moda praia, elas pensam nos biquínis brasileiros", diz a executiva. Responsável por selecionar peças que serão vendidas pelo Net­a­porter, Maria veio ao Brasil a convite do Texbrasil ­ o Programa de Internacionalização da Moda Brasileira, da Associação da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) em parceria com a Apex. "Há muita oportunidade para exportar", afirma. Criado em 2000, o Net­a­porter é um dos maiores e mais conceituados e­commerces de moda do mundo. Desde 2010, ele pertence ao grupo Richemont, da Suíça.

A executiva falou com exclusividade ao Valor. Valor: Quais desfiles e marcas chamaram a sua atenção? Maria Williams: Eu já havia assistido a lançamentos de moda praia em Miami, mas nada parecido com o que vi no Brasil. Os desfiles aqui são inacreditáveis. O único problema é que atrasam demais, alguns quase 1h30! Visitei os showroons de Adriana Degreas, Animale, PatBo, Água de Coco, Lilly Sarti, Pedro Lourenço, Cartel 011, Têca por Helô Rocha, Intensify Me e Fabiana Milazzo. E vi alguns desfiles, como os de Vitorino Campos, GIG Couture, Colcci e Gloria Coelho.

Adorei a coleção de Lenny Niemeyer, que tem exatamente o que a nossa consumidora procura. E não me refiro apenas às peças de banho, mas também às roupas da marca, incrivelmente elegantes. Dá para imaginar a consumidora usando as peças, de inspiração marinheira, em alguma praia, com a brisa soprando.