9 projetos inovadores criados por estudantes brasileiros

Veículo: Textile Industry

Seção: Economia

Nesta terça-feira (7/4), começou, em Curitiba (PR), a etapa final da Imagine Cup Brasil 2015. A competição, organizada pela Microsoft, é voltada a jovens brasileiros interessados em criar projetos disruptivos.

Nesta fase, nove times se apresentaram para uma banca examinadora, formada por executivos da Microsoft e nomes de destaque da cena empreendedora do país. Os projetos foram divididos em três categorias: "games", "cidadania" e "inovação". Cada uma delas terá um vencedor. O anúncio dos ganhadores será feito em cerimônia nesta quarta (8/4). Um deles, por sua vez, representará o Brasil na edição mundial do evento, que ocorre em julho, nos Estados Unidos.

Saiba mais sobre os projetos:

Categoria "games"
1) Trankies' World

Criado pelos estudantes paulistas Alexandre Szykman, Danilo Bezerra e Eric Garcia, o Trankies' World é um jogo de luta que usa o Kinect, dispositivo que escaneia o corpo dos jogadores e que dispensa o uso de controles. Só que, ao contrário dos outros jogos compatíveis com o Kinect, a criação dos estudantes não reproduz, na tela, os movimentos dos jogadores. A proposta é que apenas os dedos e os braços de quem joga se mexam, simulando a função de um controle. O Trankies' World, quando lançado, será gratuito, mas ganhará dinheiro com a venda de upgrades dos lutadores.

2) Nilub
O Nilub é um jogo pedagógico que tem a função de informar as crianças sobre os malefícios do bullying. No jogo, o participante vive situações em que ele e outros personagens sofrem com agressões verbais e físicas e aprendem a melhor maneira de combater tais práticas.

3) Wells
O Wells é um jogo de plataforma protagonizado por um personagem homônimo. O game é uma criação de Ângelo Costa, Diogo Guimarães, Jadson Resende e Rômulo Silva, todos estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG).

Categoria "cidadania"
4) Can Game

O Can Game, criado pela startup pernambucana Life Up, também usa o Kinect. A função é diferente, entretanto: o jogo foca no desenvolvimento das habilidades sociais, motoras e intelectuais de autistas.

5) Skin Care Protection
Também desenvolvido por uma equipe pernambucana, o Skin Cancer Detection é um aplicativo gratuito para autoexame preventivo de melanoma, o mais perigoso tipo de câncer de pele. Por meio da câmera do smartphone, o software faz um diagnóstico preliminar de manchas do usuário e estimula a ida a dermatologistas, que, apesar da importância do aplicativo, são os únicos capazes de identificar e tratar a doença.

6) Joinie
O Joinie é um aplicativo que conecta pessoas em busca de um determinado serviço a profissionais confiáveis das redondezas. Ao contrário de seus concorrentes, mais focados em serviços no médio prazo, o Joinie quer dar atenção a quem precisa de auxílio imediato.

Categoria "inovação"
7) eFitFashion

Desenvolvido por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), o eFitFashion tem a proposta de oferecer a customização de roupas a pessoas que não ficam bem em modelos produzidos em grande escala. A startup já tem um modelo beta em funcionamento. Ao acessar o sitebeta.epmg.efitfashion.com, você pode colocar suas medidas exatas em algumas peças, gerar um molde e levá-lo a uma costureira ou alfaiate. A empresa também planeja trabalhar em parceria com esses profissionais e receber comissões por levar clientes até eles.

8) Rose
Há uma série de aplicativos dedicados à criação de casais, sendo que o Tinder é o mais famoso deles. O Rose, criado pelos paulistas Amanda Carvalho e José Barbosa, foi criado para manter os "pombinhos" juntos. O aplicativo, que por enquanto é um protótipo, funciona em duas frentes: a primeira é a análise de uma rede social do usuário. O Rose pode indicar, por exemplo, que alguém anda curtindo demais as suas fotos e que seu parceiro poderá não gostar disso. A segunda é uma função de assistente. Neste caso, alguém pode escolher um restaurante para jantar de acordo com os hábitos da cara-metade nas redes sociais.

9) RunnerZ
O RunnerZ leva a gamificação para o mundo da corrida. E para fazer com que a atividade física se transforme em um jogo, e que consequentemente o usuário se veja incentivado a nunca ser o perdedor, uma equipe de estudantes de Itajubá (MG) usou uma figura amada pelos jovens: os zumbis. O aplicativo funciona assim: o usuário com o pior tempo em um grupo de amigos vira um "zumbi". A proposta é que só seja possível se manter "quase morto" por uma semana. Assim, quem fica para trás não perca a vontade de se exercitar. O programa será gratuito. O modelo de negócio do RunnerZ é baseado em publicidade e na venda de produtos.