Indicadores econômicos ditam oscilações das bolsas globais

Veículo: Valor Econômico

Seção: Economia

Os mercados de ações globais giraram ontem em torno dos movimentos do câmbio e da rodada de indicadores econômicos da Ásia aos Estados Unidos.

Na Europa, as bolsas ganharam suporte dos bons número de atividade industrial da zona do euro.

A retomada da trajetória de queda do euro em direção à paridade com o dólar também ajudou a dar impulso as ações de empresas exportadoras europeias e pesou sobre Wall Street.

A moeda americana recebeu suporte dos indicadores mais fortes dos EUA, incluindo a primeira alta da inflação ao consumidor desde outubro, o que reacendeu as expectativas de uma alta no juro. No fim da tarde, o euro caía 0,2%, para US$ 1,0924.

O índice pan­europeu Stoxx 600 subiu 0,31% e fechou com 402,49 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,92%. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,67%. A Bolsa de Londres foi a exceção, com o FTSE 100 fechando em baixa de 0,26%, pressionado pelas perdas das ações de empresas de recursos naturais diante da fraqueza da economia chinesa.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,58%, para 18.011,14 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,61%, para 2.091,50 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,32% e fechou com 4.994,73 pontos.

Os preços dos Treasuries subiram e pressionaram os juros das T­notes de 10 anos para abaixo de 1,9% pela primeira vez em mais de seis semanas. No fechamento do mercado de bônus, os juros das T­notes de 10 anos estavam em 1,878% ­ menor nível desde 5 de fevereiro ­, de 1,916% na segunda.