Algodão no oeste da Bahia

 

Veículo: Textile Industry

Seção: Economia

O cultivo de algodão nas fazendas do Oeste da Bahia desponta no cenário atual brasileiro como uma verdadeira ilha de produtividade. Com uma produção de 1,25 milhão de toneladas e utilizando o que há de mais moderno no processo de produção agrícola e graças a um trabalho duro e anos de pesquisas, o cerrado baiano já se apresenta hoje como um dos líderes mundiais em produtividade no cultivo e plantio de algodão, ocupando o segundo lugar na produção nacional, superado apenas pelo Município de Sorriso, no Mato Grosso.

O algodão, segunda cultura em tamanho de área na região (a maior é a de soja), surgiu na última década com maior destaque entre as culturas da região, com produtividade média de 270 arrobas por hectare, a segunda maior no ranking mundial, perdendo apenas para a Austrália (271 arrobas por hectare). 
Levantamentos feitos pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) confirmou as estimativas de pesquisas anteriores, indicando que os preços históricos da commodity antes do plantio levaram ao crescimento de 51% na área plantada, e o Oeste baiano colheu 1,5 milhão de toneladas de algodão em capulho, ou 601 mil toneladas de pluma. O Valor Bruto da Produção (VBP) do algodão chegou a superar o da soja, em termos financeiros, que tem mais que o dobro de área, ficando em R$ 2,53 bilhões, contra R$ 2,42 bilhões da oleaginosa.
Grandes saltos na produção de algodão, no oeste baiano, também foram registrados na temporada 2003/04, quando a área do cerrado subiu de 66,8 mil hectares para 163,5 mil hectares. No período 2010/11, o salto foi ainda maior – a região chegou a ocupar mais de 370 mil hectares com a cultura do algodão.
A produtividade média do cerrado baiano, no cultivo de algodão, de 270 arrobas por hectare, perde apenas para a Austrália (271 arrobas por hectare), e supera a média nacional (250,8 arrobas por hectare) e a da China, com 226,1 arrobas por hectare. Os principais compradores de algodão do cerrado baiano são países asiáticos. Coréia do Sul (22%), Indonésia (16%) e China (13%) foram os maiores compradores na última safra.

Produtores e pesquisadores locais avaliam o resultado da safra como muito bom, não apenas para o Oeste, mas para todo o agronegócio brasileiro. Consideram que este ano a safra foi memorável. Representaram, na verdade, os primeiros grandes resultados de uma nova era.

Na última década, ocorreu uma grande valorização da produção agrícola no Oeste da Bahia. Trabalhadores e produtores ampliaram e modernizaram as lavouras e passaram a ser melhor remunerados. Isto é de grande importância para um segmento que tem a missão nobre, embora ainda pouco conhecida, de alimentar o mundo e garantir o atendimento à demanda de uma população brasileira, e mundial, que cresce em ritmo acelerado.

E todos esses impressionantes avanços ainda parecem sugerir que o grande e único desafio da agricultura do Oeste da Bahia não para por aí e segue firme nessa busca constante por melhorias na infraestrutura, nas condições de trabalho e nos ganhos por produtividade.