Inflação da baixa renda fica em 0,46% em outubro, calcula FGV

 

Veículo: O Estado de São Paulo

Seção: Economia

Resultado foi idêntico ao registrado no mês anterior; o índice acumula altas de 4,97% no ano e de 6,24% em 12 meses

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda subiu 0,46% em outubro, resultado idêntico ao observado em setembro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) divulgado esta manhã pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumula altas de 4,97% no ano e de 6,24% em 12 meses. 

As roupas pesaram mais no orçamento das famílias de baixa renda em outubro, assim como os itens de higiene e cuidado pessoal. Por outro lado, os alimentos, que comprometem cerca de um terço do rendimento mensal desses consumidores, deram uma trégua, assim como a tarifa de eletricidade residencial, que vem registrando aumentos consideráveis ao longo de 2014. 

Ao todo, quatro das oito classes de despesas ganharam força na passagem do mês, segundo o índice que apura a inflação percebida pelas famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. A principal influência foi o grupo Vestuário (-0,11% para 0,96%), diante das roupas 0,91% mais caras.

Também aceleraram em outubro os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,57%), Comunicação (0,03% para 0,31%) e Despesas Diversas (0,06% para 0,13%). Em cada categoria, os destaques partiram dos itens de higiene e cuidado pessoal (0,31% para 0,87%), tarifa de telefone residencial (-0,81% para 0,11%) e alimentos para animais domésticos (-0,24% para 0,38%), respectivamente.

No sentido contrário, a Alimentação desacelerou de 0,49% para 0,43%. As carnes bovinas subiram 1,51%, menos que os 2,81% de setembro. Além disso, ficaram mais baratos a cebola (-16,49%), a batata-inglesa (-4,37%), os ovos (-4,44%) e o leite longa vida (-0,60%), embora o tomate tenha subido 17,35%.

Na Habitação (0,70% para 0,55%), o alívio veio da tarifa de eletricidade residencial (2,79% para -0,22%). Apesar disso, a taxa de água e esgoto residencial, que vem contabilizando os descontos concedidos em São Paulo para quem reduz o consumo, subiu 1,05% em outubro, após queda de 1,17% em setembro.

 

Também perderam força na passagem do mês Transportes (0,41% para 0,12%) e Educação, Leitura e Recreação (0,48% para 0,38%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens tarifa de ônibus urbano (0,36% para 0,05%)e passagem aérea (12,13% para -8,18%), respectivamente. 

Maior que a média. A taxa do IPC-C1 de outubro foi superior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br) mostrou alta de 0,43% no mês passado. Ambos são calculados pela FGV.

No acumulado em 12 meses, o IPC-C1 passou de 6,53% em setembro para 6,24% até outubro de 2014. O resultado, desta vez, se manteve em patamar inferior em relação ao IPC-BR, que avançou a 6,84% em igual período.