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Brasil terá muitos desafios para crescer nos próximos anos

Palestra promovida pelo Sintex apresentou os cenários previstos de acordo com o programa de governo de cada um dos candidatos à presidência do País.

Os próximos quatro anos continuarão difíceis para o Brasil e o presidente eleito terá muitos desafios para fazer o país crescer, independentemente de quem seja. Esta foi uma das análises que Rafael Cortez, doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, professor de Política da PUC-SP e especialista em Instituições Políticas Brasileiras, apresentou nesta terça-feira (23), em Blumenau (SC). A palestra foi promovida pelo Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário para empresários da região.

Cortez apresentou indicadores que mostram por que o Brasil cresce tão pouco desde 1985 – a uma taxa média de 3% ao ano – e explicou os cenários previstos para o país, avaliando o programa de governo de cada um dos candidatos. O especialista também explanou as motivações do eleitor brasileiro e adiantou que, na situação atual, o percentual da população que ainda pode mudar de opinião diante das urnas é muito grande. São aqueles que consideram o atual governo como regular (38%) e que são facilmente influenciáveis durante a campanha.

Entre as perspectivas para o País nos próximos anos, no melhor cenário, de acordo com Cortez, o superávit primário ficaria em torno de 2,2%, caso Aécio Neves (PSDB) ganhasse. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) ficariam com índices de 1,2% e 1,8%, respectivamente. A taxa de câmbio, para o período 2015 a 2018, ficaria em R$3,00/US$, caso Dilma se reeleja; R$2,51/US$, para Aécio; e R$2,75/US$, em um possível governo de Marina.

Para a taxa de juros, segundo os dados apresentados por Cortez, Dilma traz o maior índice: 11,5% na Selic, para o período de 2015 a 2018.  Na sequência, Marina traria uma taxa de 10,4% e Aécio, 9,6%. No caso do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), Dilma novamente ficaria com a maior taxa, 6,2%, seguida de Marina, 5,7%; e Aécio, 5,4%. Todos os cenários foram elaborados com base em estudos da Tendências Consultoria Integrada.

 

 



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