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Setor têxtil de SC reforça aposta na inovação para se manter competitivo

Uma indústria globalizada, que exige inovação, qualificação e uso intenso de design para se manter competitiva. Esta é a síntese do diagnóstico setorial feito por 73 empresas e especialistas dos segmentos têxtil e de confecção, reunidos pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em Blumenau. Na pauta das discussões, realizadas nestas terça e quarta (1 e 2), estiveram a definição de rotas de crescimento para o setor no Estado. O presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, o diretor executivo, Renato Valim, e a analista de comunicação e marketing do Sindicato, Fernanda Schmitt, participaram do evento e acompanharam o debate.

Para Sérgio Pires, sócio da TecnoBlu e presidente da Câmara da Indústria da Moda da FIESC, o setor está desenvolvendo no Estado um modelo de competitividade. "Com o perfil e a capacitação do empreendedor catarinense, ele pode conviver com a importação. Temos um ótimo algodão, empresas modernas e despertamos agora também o interesse das universidades pela moda", afirma.

Dados apresentados no evento apontam para uma indústria que concentra 60% dos estabelecimentos no Vale do Itajaí, que nos últimos seis anos cresceu mais em Santa Catarina que no Brasil e que possui no Estado índices de produtividade superiores aos nacionais.

O presidente da Altenburg e vice-presidente regional da Fiesc, Rui Altenburg, ressalta, no entanto, que ainda há, do lado do governo, aspectos estruturais a se corrigir para aprimorar a competitividade do setor. "Ouvimos falar de globalização há mais de 20 anos. Se falava que o Brasil precisava se preparar para a globalização. E, realmente, a gente sabe que muito pouco foi feito. O que era para ser feito são as ditas reformas, que não foram feitas até hoje. É preciso aprimorar legislações e custos que afetam a indústria", defende Altenburg.

Perspectivas - Entre as tendências apontadas pelas pesquisas apresentadas no evento, está a maior atenção aos serviços que adicionam grande valor ao produto. Eles estão concentrados nas etapas anteriores - inovação, pesquisa e design - e posteriores - marketing, distribuição e pós-venda - às linhas de produção. Estas funções são consideradas hoje o centro do foco de atuação das indústrias têxtil e de confecção dos países desenvolvidos.

Para os participantes do encontro, a visão de futuro para a indústria no Estado passa por seu reconhecimento como intensiva em inovação, tecnologia e design, liderando o setor nacionalmente. E para atingir estes objetivos, foram abordados temas como formação profissional, conhecimento de mercado e ambiente institucional.

PDIC - As ações propostas para contornar os fatores críticos e embarcar nas tendências serão utilizadas na construção de rotas de crescimento para o setor até 2022. Este trabalho integra o Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense (PDIC), que a Fiesc está elaborando. Além do segmento de têxtil e confecção, o programa integra outros 15 setores produtivos da economia catarinense. O debate continua na internet, onde foi lançado um ambiente colaborativo. Nele, as demais empresas do setor podem participar da troca de experiências e ajudar na construção do conhecimento. Os interessados devem acessar o endereço fiescnet.com.br/rotasestrategicas e se cadastrar.

O PDIC propõe ações futuras e promove, no longo prazo, uma dinâmica de prosperidade industrial. O programa pretende formular, até o fim de 2014, um Masterplan com os principais pontos críticos que afetam o desenvolvimento da indústria no Estado.

Com informações da Fiesc / Fábio Almeida



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