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Brasil deve crescer só 1,8% neste ano e terá de elevar juro, diz entidade

Veículo: Valor Econômico

 

Seção: Economia

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico rebaixou para 1,8% a sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2014. Ao mesmo tempo, recomenda que o país continue elevando os juros para manter a inflação ancorada à meta.

"A economia (brasileira) continua numa trajetória de crescimento moderado e inflação alta", dirá a OCDE em relatório que será divulgado hoje sobre a economia global. A entidade acha que aperto monetário, demanda externa mais suave e incertezas políticas devido a eleição presidencial devem pesar sobre a atividade este ano.

 

 

A redução na projeção do PIB brasileiro ocorre seis meses depois da estimativa alta de 2,2%. A OCDE dá ênfase à inflação alta. Julga que adiar o combate à alta de preços só aumentará seu custo em termos de produção e de perda de empregos. E defende que o Banco Central procure trazer de volta a taxa de inflação para o centro da meta antes de seu objetivo de 2016.

O relatório também cobra a implementação do planejado aperto da política fiscal em 2014. Nota que o superávit fiscal de 2013, de 1,9% do PIB, foi o menor desde 2009 e 'aumento significativo" da divida bruta pública começou em 2012 e ainda "não foi revertido".

A entidade insiste que políticas estruturais podem elevar o crescimento potencial da economia brasileira, mas avalia que o ritmo de adoção de reformas está bem aquém das ambições do governo.

A OCDE considera que os riscos envolvendo a economia brasileira estão sob controle. Acha que o país está preparado para a normalização de taxas de juros nos países ricos, graças às reservas internacionais e à capacidade do Banco Central de gerir expectativa, por exemplo fornecendo liquidez em dólar.

Quanto à Copa do Mundo, a OCDE afirma que os efeitos sobre exportações e consumo doméstico são difíceis de prever.

 



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