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Preço do algodão não deve ter altas na próxima temporada

Perspectivas sobre o mercado mundial foram apresentadas nesta terça-feira, em Blumenau.

 

A formação do preço no mercado brasileiro, tendências de produção e consumo, além de diferentes perspectivas sobre o mercado de algodão foram apresentadas nesta terça-feira (08/04), em Blumenau (SC), pelo economista Elcio Amarildo Bento, especialista em mercado de commodities agrícolas. O evento foi promovido pela Fundação Blumenauense de Estudos Têxteis, com o patrocínio do Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário e apoio do Senai.   

 

No auditório lotado, Bento iniciou a apresentação explicando como o mercado internacional influi diretamente no preço do algodão no Brasil. No cenário mundial, o País é o quinto maior produtor e a China, o maior importador. Porém, uma situação peculiar está afetando o panorama atual. “A China está com estoques em alta, com 60% dos estoques mundiais de algodão. O governo chinês está incentivando o uso do algodão nacional e o país está diminuindo a importação da matéria-prima”, explicou o especialista.

 

Na próxima temporada mundial de colheita, que inicia em agosto, a relação entre estoque e consumo mundial deve chegar a 90% e a perspectiva é de uma baixa de preço no mercado internacional. Segundo Bento, na China os estoques vão começar a cair, mas ainda estarão altos em 2014/2015, por isso, os preços não vão subir. A média de preço por libra/peso deve ficar em torno de US$ 0,90 nos níveis atuais, em curto prazo, com tendência gradativa de queda. “Nos Estados Unidos também há indicativos que apontam para aumentos dos estoques e, consequentemente, mais um indicativo de baixa nos preços do algodão no mercado mundial”, complementa o especialista.

 

Bento explicou ainda todos os fatores que influem no preço do algodão desde a compra das sementes, a rentabilidade da safra e algumas peculiaridades da produção brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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