Paquistaneses buscam negócios na área têxtil em Santa Catarina

Veículo: Portal FIESC

Seção: Economia

No encontro foram buscadas formas de estreitar as relações entre os dois países. 

Paquistaneses buscam negócios na área têxtil em Santa Catarina
Florianópolis, 24.3.2014 - Comitiva de empresários do polo têxtil de Faisalabad, no Paquistão, esteve na tarde desta segunda-feira (24) na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Eles foram recebidos pelo presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda da Federação, Sérgio Luis Pires, e pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn. No encontro foram apresentados os setores industriais e buscadas formas de estreitar as relações entre os dois países.

Em sua apresentação, Pires destacou a força da indústria têxtil catarinense, que soube valorizar seu produto através da moda e hoje se mantém como um dos mais importantes polos do segmento industrial no País. Segundo o empresário, o segmento responde, no Brasil, por 6,8% do PIB e por 16,5% dos empregos.

"Temos um mercado competitivo e desafiador. São diferentes culturas dentro do Brasil, e isto se reflete na moda", ressaltou Pires, ao destacar o estágio de desenvolvimento da indústria local, que sabe identificar e atender os variados segmentos do mercado nacional.

Para Kuhn, que já visitou o Paquistão com um grupo de empresários brasileiros, o potencial de negócios entre os países é subestimado. Como exemplo, ele destacou que, atualmente, a indústria catarinense compra parte de seus insumos de grandes corporações internacionais, que têm como fornecedores principais as indústrias chinesas. O Paquistão, no entanto, tem potencial para assumir uma parte deste mercado vendendo seus suprimentos diretamente para as indústrias do Estado.

O cônsul Comercial da Embaixada do Paquistão no Brasil, Syed Tajammal Hussain, destacou a pouca burocracia imposta aos negócios no Paquistão. "Após se conhecerem, empresários dos dois países vão trabalhar para construírem negócios onde os dois lados ganhem. Esta é a nossa visão de como devem ser os negócios", afirmou Syed.