IBGE prevê safra de algodão maior do que em 2013

 

Veículo: O Estado de São Paulo

Seção: Economia

RIO - A safra de algodão em 2014 deve ser bem melhor do que no ano passado, afirmou o gerente da Coordenação de Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi, em virtude do aumento de 11,7% na área plantada. Neste ano, devem ser colhidos 3,809 milhões de toneladas (+11,9% ante 2013), segundo o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro.

O aumento no plantio é atribuído pelo instituto às boas perspectivas de preços para o produto. Mato Grosso continua como o principal produtor, respondendo por 59,8% da safra nacional, com aumentos de 23,8% na área plantada e a ser colhida, e de 22,1% na produção, para 2,3 milhões de toneladas.

Apesar disso, Mato Grosso tem enfrentado problemas com o excesso de chuvas. "A umidade estraga as fibras do algodão", explicou Andreazzi. Esse fator contribuiu para a redução da projeção de safra entre os levantamentos de janeiro e fevereiro. No primeiro mês do ano, a previsão era de 3,820 milhões de toneladas. A queda na passagem do mês foi de 0,3%.

Segundo Andreazzi, também houve queda de 0,1% na previsão de rendimento entre os levantamentos de janeiro e fevereiro, e redução de 0,2% na área plantada. "É uma informação de que não foi consolidado o plantio", disse o gerente do IBGE.

Arroz

A estiagem prolongada neste verão traz preocupações para a safra 2015 de arroz. De acordo com Andreazzi, a produção do grão é prejudicada sempre pelo regime de chuvas do ano anterior, importante para completar os reservatórios usados na irrigação da lavoura.

"Essa seca de agora pode afetar produção futura", disse Andreazzi. "Se o excesso de calor se mantiver, pode não ter água suficiente nos reservatórios (para o ano que vem)", acrescentou.

Neste ano, a safra de arroz não incorporou as consequências da estiagem. A previsão de produção está em 12,499 milhões de toneladas, 6,3% a mais do que no ano passado. O rendimento médio, estimado em 5.268 kg/ha (quilos por hectare) também supera o ano anterior em 5,2% e é o que torna viável o acréscimo na produção, já que houve redução de 0,2% na área plantada.

O Rio Grande do Sul responde por 67,8% da produção, com estimativa de 1,117 milhão de tonelada.