Setor de tecidos para o lar cresce 3,4%

Veículo: Valor Econômico

Seção: Economia

O consumo de tecidos para cama, mesa, banho e decoração somou 358 mil toneladas no ano passado, o que representa um crescimento de 3,46% em relação a 2012. Os dados são do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). Do volume total, 42% foram para o segmento de decoração, seguido dos artigos de cama, com uma participação de 31%, e de banho, com 23%.

As importações de tecidos destinados para produção de artigos para o lar aumentaram 17%, atingindo 130,9 mil toneladas no ano passado. A maior parte das importações continua vindo da China, cuja participação foi de 57,8%. Já as exportações tiveram queda de 0,91%, para 26,4 mil toneladas. O país que mais comprou tecidos para produtos do lar foi a Argentina, com participação de 39,7%, seguida por Uruguai (11,96%) e Paraguai (9,6%).

"O grande aumento das importações e a queda das exportações fizeram com que no decorrer dos últimos anos o Brasil mudasse seu característico perfil de exportador de artigos para o lar e passasse a importador", informou Marcelo Prado, diretor do Iemi. Entre 2009 e 2013, as exportações caíram 63,6% em valores em dólares, o que corresponde a um recuo de 22,3% ao ano.

Ainda de acordo com dados do Iemi, o Brasil encerrou o ano passado com 1.515 fabricantes de artigos têxteis para o lar, o equivalente a 51 empresas a mais quando comparado com 2012. Do total de unidades fabris, 30% produzem artigos de decoração. Os outros dois segmentos com fatias relevantes, na casa dos 25%, são as fabricantes de produtos para copa/cozinha e mesa.

O setor encerrou o ano passado empregando 92,7 mil pessoas, uma queda de 2% em relação a 2012. Os fabricantes de artigos de cama são os maiores empregadores, representando 42,2% do total, seguidos pelos produtores de artigos de banho (29%), decoração (15,8%) e itens de mesa e copa/cozinha (12,9%).

Neste ano, a expectativa é que a produção interna de tecidos para cama, mesa, banho e decoração seja de 966,8 milhões de peças, o que representa uma expansão de apenas 0,5% em relação ao ano passado, de acordo com o Iemi.

A projeção é que o consumo aparente (produção mais importação) de tecidos para o lar alcance neste ano US$ 5,9 bilhões. As importações vão aumentar 7,3% e as exportações terão recuo de 12,4%.