Commodities Agrícolas - 17/12/2013

Veículo: Valor Econômico

Seção: Agronegócios

 

Produção enxuta A queda das importações chinesas de algodão manteve os preços da pluma em baixa durante a maior parte da sessão de ontem em Nova York, mas as cotações reagiram e emplacaram o quinto pregão seguido de alta. Os papéis para maio encerraram com avanço de 0,27% (22 pontos), a 83,12 centavos de dólar por libra-peso. Em novembro, a China importou 173,1 mil toneladas de algodão, e no acumulado dos 11 meses de 2013, 3,54 milhões de toneladas. Os volumes são menores que os do ano passado em 43% e 23,1%, respectivamente. Porém, a expectativa de produção global menor faz com que os preços sigam no maior patamar em dois meses. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada a R$ 69,77, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Exportações aquecidas Os preços da soja foram impulsionados na bolsa de Chicago por novos dados sobre as exportações americanas. Os contratos para março fecharam ontem em alta de 0,87% (11,50 centavos), a US$ 13,2525 por bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os exportadores do país enviaram ao exterior 1,7 milhão de toneladas na semana entre 6 e 12 de dezembro. O número veio acima da expectativa dos analistas, que apostavam em volumes entre 1,36 milhão e 1,62 milhão de toneladas. O total embarcado pelos EUA no atual ano-safra soma 20,84 milhões de toneladas de soja. No mesmo período do ciclo passado, o volume estava em 19,01 milhões. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para a saca de 60 quilos do produto no Paraná subiu 0,38%, para R$ 73,56.
 
Tensão com a China O milho caiu pelo terceiro pregão seguido em Chicago, em meio aos temores de novas rejeições de cargas por parte da China. Os contratos para março recuaram 0,5% (2,25 centavos) ontem, a US$ 4,2325 por bushel. Os chineses já rejeitaram 180 mil toneladas de milho dos EUA que continham grãos transgênicos. O secretário de agricultura americano, Tom Vilsack, deve viajar esta semana ao país com representantes de tradings para discutir a questão. Números divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não foram animadores. Os americanos embarcaram 636,99 mil toneladas de milho, 38% menos que na semana anterior e bem abaixo das expectativas. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para a saca de 60 quilos caiu 0,04%, a R$ 26,25.
 
Pressão dos estoques Os preços do trigo na bolsa de Chicago seguem pressionados pela expectativa de estoques globais mais amplos. Os contratos para março fecharam em queda de 1,1% (7 centavos) ontem, a US$ 6,2175 por bushel. Foi a terceira sessão consecutiva de desvalorização. Além disso, dados sobre a exportação dos EUA, divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), não dão sinais de aquecimento na demanda pelo cereal. Entre 6 e 12 de dezembro, os americanos embarcaram 478,69 mil toneladas de trigo. O volume veio dentro do esperado pelo mercado, porém é 11,2% menor que o exportado na semana imediatamente anterior. No mercado interno, por outro lado, o indicador Cepea/ Esalq para o produto do Estado do Paraná subiu 0,11%, para R$ 748,92 por tonelada.