Sobre a venda da Dudalina

Veículo: Jornal de Santa Catarina

Seção: Economia

Fonte: Francisco Fresard

 

O blumenauense tem uma relação tumultuada de paixão e razão com as marcas e empresas da cidade. Somos todos um pouco donos de Hering, Teka, Cremer, Hemmer, Dudalina, Eisenbahn, Karsten, Artex e Altona. Nossas famílias acompanharam de perto a história dessas e de outras empresas e é natural falar delas no café da manhã como se estivéssemos falando de nossos próprios parentes ou posses.

 
Por isso mesmo, para muitos a venda do controle da Dudalina veio como uma péssima notícia. Para esses, a marca deixará de ser blumenauense, a riqueza gerada por ela não ficará mais na cidade e forasteiros comandarão a, até então, abnegada turma que com esmero une as partes das renomadas camisas que saem do Bairro Fortaleza.
 
Deixando a paixão de lado, prevalece o orgulho de ver uma das empresas familiares da cidade ser reconhecida pelo produto e, principalmente, pela gestão. Empresa que tinha tudo e um pouco mais – já que falamos de 16 irmãos – para cair nas armadilhas que, bem sabemos, levaram outras empresas familiares a momentos tumultuados ou até mesmo à falência.
 
Deixemos um pouco a paixão de lado e passaremos a lucrar com o explícito reconhecimento do sucesso das empresas aqui desenvolvemos.