Balança comercial volta a registrar superavit no ano

Veículo: Folha de S.Paulo

Seção: Mercado

Fonte: Valor

 

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 383 milhões na segunda semana de dezembro, informou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
 
Foram US$ 4,896 bilhões em exportações e US$ 4,513 bilhões em importações. No ano, o resultado líquido é superavitário em US$ 15 milhões. Essa é a segunda vez no ano que a balança comercial apresenta um resultado positivo no acumulado de 2013. A primeira vez aconteceu em meados deste ano. A média diária de US$ 908,4 milhões nas exportações nas duas primeiras semanas de dezembro é 8% inferior à média diária de US$ 987,4 milhões dos embarques realizados em todo o mês de dezembro do ano passado.
 
Essa baixa é explicada pelas menores vendas nas três categorias de produtos: básicos, semimanufaturados e manufaturados.
 
As exportações de produtos básicos caíram 15,6%, de US$ 464 milhões da média diária de dezembro de 2012 para US$ 391,5 milhões no acumulado deste mês. O resultado foi puxado por algodão em bruto, café em grão, petróleo em bruto, milho em grão, carne de frango e suína, e minério de ferro.
 
No caso dos semimanufaturados, a média caiu 2,2%, passando de US$ 137 milhões em dezembro de 2012 para US$ 134 milhões no acumulado deste mês.
 
Os melhores desempenhos foram verificados nos seguintes produtos: açúcar em bruto e ouro em forma semimanufaturada. Já os manufaturados apresentaram baixa de 1,7% na comparação da média diária no acumulado deste mês (US$ 361,1 milhões) com dezembro do ano passado (US$ 367,1 milhões).
 
Esse resultado foi encabeçado pela queda nas vendas de óleos combustíveis, bombas e compressores, açúcar refinado, autopeças, laminados planos, óxidos e hidróxidos de alumínio e pneumáticos.
 
Na outra ponta, as importações subiram 2,6% nas duas primeiras semanas de dezembro, com média diária de US$ 897,6 milhões, ante US$ 875,3 milhões em todo o mês de dezembro do ano passado.
 
As maiores altas foram registradas em farmacêuticos (+31,4%), siderúrgicos (+28,9%), aparelhos eletroeletrônicos (+27,1%), plásticos e obras (+23,6%), equipamentos mecânicos (+16,6%) e instrumentos de ótica e precisão (+8,8%).